
Uma vez, na Inglaterra, lá pelos idos de 1993, fizemos uma prova de kart indoor. Jornalistas e pilotos. No caso, Christian e Rubinho (na época ainda era Rubinho). O primeiro já estava no segundo ano da Minardi e o segundo fazia sua temporada de estréia na Jordan. Grid invertido, para não virar covardia. Christian foi o último, Barrichello o penúltimo e eu larguei em antepenúltimo.O resto da jornalistada pé-de-breque lá na frente.
Na primeira volta os dois me deram uma porrada e eu fui parar em cima de uma barreira de pneus. Alguém gravou, mas não tenho idéia de onde foram parar essas imagens. O mais engraçado foi o Luiz Roberto, narrador da Globo, naqueles tempos ainda trabalhando em rádio, entrando na frente da câmera, rindo a valer, com meu kart ao fundo, rodas dianteiras no ar, atoladas nos pneus. E ele: “O Flavinho bateu! O Flavinho bateu!”.
Canalha!
Nem preciso dizer que me ferrei de verde e amarelo. Tomei umas três voltas de todo mundo enquanto os caras me tiravam daquela posição constrangedora, e nem sei em que lugar cheguei. Mas fiz a melhor volta, tenho a papeleta guardada em algum canto.
Depois da festa, numa M-alguma-coisa, voltando para Londres, estava sossegado com mais uns três ou quatro na estrada quando olho no retrovisor e aparece um carro quase dentro do meu. Era o Rubinho pedindo passagem. Como eu tinha um contrato em vigor, saí da frente.