SÃO PAULO (assunto não faltará) – Os mais jovens talvez não saibam, mas um dos mais importantes jornalistas brasileiros dos anos 60, Sérgio Porto, mais conhecido pelo seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, era já àquele tempo um inconformado com as bobagens brasileiras. Criou, então, o Febeapá, Festival de Besteira Que Assola o País, que virou livro. Mais de um.
Pois acabo de criar a mais nova estatal nacional, a Babaqbrás – Babaquices Brasileiras S/A, para não deixar passar algumas coisas.
Como, por exemplo, para começar:
– A Globo, hoje na transmissão do GP da França: Montoya vai correr numa categoria de carros de turismo nos EUA. Nascar? Pelo jeito não pode falar. Como não podia falar IRL, ou F-Indy, naquele GP em que Barrichello usou o capacete do Tony Kanaan, “que corre numa categoria nos EUA”.
– Comercial do Astra, ou do Vectra, um desses da GM: a loira entra no carro cheio de fumaça, e pergunta para o maridão se ele tem de fazer todo aquele espetáculo “tuda” vez “mismo”. “Tuda”? “Mismo”?
– Candidato a uma vaga na Babaqbrás: Luciano Burti, que não consegue fazer um comentário sem dizer “ou seja” e “porém”.
Podem esperar que vem mais. Por aqui, o que não falta é matéria-prima.