Blog do Flavio Gomes
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Gira mondo, gira (quarta)

SÃO PAULO (uma hora a casa cai, como diz Marcos Bolinha) – A quem interessar possa, a Daslu está à venda. Além das dívidas com o Fisco, consta que a casa não paga aluguel daquele prédio cafona há mais de um ano. Um dia fui à Daslu, quando ficava na Vila Nova Conceição. Um amigo […]

SÃO PAULO (uma hora a casa cai, como diz Marcos Bolinha) – A quem interessar possa, a Daslu está à venda. Além das dívidas com o Fisco, consta que a casa não paga aluguel daquele prédio cafona há mais de um ano.

Um dia fui à Daslu, quando ficava na Vila Nova Conceição. Um amigo italiano casado com uma brasileiro pediu que eu comprasse um certo perfume que só tinha lá, grife deles. Fui de Fusca, e não tinha onde estacionar. Parei na porta, onde havia manobristas, e nenhum deles se aproximou de meu sedã branco 1966 lindo de morrer, 1.200 cc, 6 volts e de bagageiro.

Fiquei meio puto, mas arrumei um lugar e fui comprar o tal perfume. Mas, antes, tive de fazer um cadastro. Meses depois, quando a loja mudou para aquele prédio cafonérrimo em estilo não-sei-como-chama, recebi em casa um cartão da Daslu. Pelo que entendi, me permitiria parar de graça na nova loja. Oh, que emoção. Quebrei aquela merda.

Está no blog do Xico Sá (o melhor escrevinhador do Brasil na atualidade) um extrato do jeito tucano de ser. Confiram, é assaz interessante. Ciro Araújo foi quem mandou o link.

A Intel lançou um laptop de 400 doletas que será testado pelo governo brasileiro para ser usado em escolas no ensino médio. É isso aí, vamos encher a moçada de computadores. Inclusão digital, é como se chama a bagaça.

Mel Gibson lançou “Apocalypto”, que estréia no Brasil no fim de janeiro. O cara é muito doido. Já tinha feito um filme falado em aramaico (“Paixão de Cristo”) e esse, que conta a história do declínio do Império Maia, é falado em… maia. Uau.

Como eu vou esquecer no dia 8, registro já: há 15 anos, a gloriosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas começava a desmilinguir.

Resiste no meu Lada, porém, cheio de coisa escrita em cirílico, na minha boina vermelha (um dia conto a divisão dos jornalistas da F-1 entre Boinas Vermelhas e Jaquetas de Couro) comprada em Berlim, no meu relógio de submarino que está arrumando há dois meses e no toque do meu celular.