SÃO PAULO (mas há de melhorar) – Bem, macacada, sorry pelo sumiço. É que fim de semana de corrida costuma ser intenso além da conta, e este foi particularmente esquisito. Balanço geral: foi médio.
Médio porque foi chato ver que não tivemos corrida da Copa Fusca, nem da CTC Pick Up. A primeira está morrendo. A segunda, não sei. O Paulo Aidar, blogueiro e amigo do peito, pode contar melhor.
Médio porque a Classic, aquela que corria com a Força Livre (na maioria Alfas), também desapareceu.
Médio porque a Força Livre, que tinha mais de 30 carros no ano passado, largou com 15. Incluindo dois Maverick da nova V8 5000, que começou assim: com dois carros.
Médio porque o grid da Superclassic também decepcionou, com “apenas” 24 carros. Entre aspas, porque é um grid de respeito. Mais que a F-1.
Médio, porque duas semanas antes tivemos 35 no Clássicos de Competição.
Médio porque não tem a menor graça largar e não ver, na minha frente, o Topolino do Nenê, o JK do Alberto, o Karmann-Ghia Beringela do Spagnolo, o Super-Puma do Neto Carloni, o 147 “Bola de Ping-Pong” do Lapietra, o Fusca Roxo do Chicão, o Bianco Gulf do Magnusson, o Miúra do Askari e outros tantos. Por razões diversas, nenhum desses correu.
Médio porque o #96 não andou nada neste fim de semana. Classificou com 2min39s, tempo razoável porque a pista estava molhada na madrugada de sábado (até quando a FASP vai fazer a única categoria que existe de verdade no Paulista classificar às 8h?). Na corrida, não virou nada, 2min42s a melhor, uma bomba. E para piorar, na hora em que reagrupou o grid atrás do safety-car, o carburador encharcou, algum problema de bóia, sei lá, embaralhou tudo, o motor apagou e minha corrida acabou. Fiz de tudo para limpar, pegar no tranco, mas não deu.
Esse mau desempenho me irritou bastante, e só serviu para concluir de uma vez por todas que algo precisa ser feito, mas o quê, e com qual dinheiro, não me perguntem. Mas farei algo.
Mas nada disso importaria, seria apenas um fim de semana médio, não fossem os dois acidentes graves do sábado que transformaram tudo numa grande porcaria. O primeiro com nosso companheiro de categoria William Simocelli, que bateu muito forte seu Karmann-Ghia no fim da reta dos boxes na classificação, aparentemente por ter ficado sem freio.
O banco quebrou, ele se machucou razoavelmente, vai ficar fora de combate por uns meses, e isso assusta e deprime quem corre junto. Nota positiva: resgate e atendimento, pelo que pude acompanhar, exemplares. Assim como no acidente seguinte, no treino da Spyder, com o Paulo Kato, batida no muro da entrada da reta dos boxes. Também machucou, foi muito feio.
E ambos acidentes acabaram com meu dia, não gosto de ver ninguém se machucar, e por isso me mandei logo depois da corrida, sem dizer tchau, e ficam aqui minhas desculpas por não ter acompanhado o pessoal da F-Speed no kartódromo. Espero que tenham se divertido, e contem tudo aqui.