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Schumacher: dono de equipe?

SÃO PAULO (por que não?) – Quem mandou a notícia foi o blogueiro Rodrigo Mazzeo. Saiu na imprensa italiana a nota, atribuída a um jornal de Munique, que resumo: Michael Schumacher está para voltar ao mundo da F-1, mas sem vestir macacão, ou uniforme de diretor-técnico. Ele pode ser dono de equipe. Numa entrevista ao […]

SÃO PAULO (por que não?) – Quem mandou a notícia foi o blogueiro Rodrigo Mazzeo. Saiu na imprensa italiana a nota, atribuída a um jornal de Munique, que resumo:

Michael Schumacher está para voltar ao mundo da F-1, mas sem vestir macacão, ou uniforme de diretor-técnico. Ele pode ser dono de equipe. Numa entrevista ao “Abendzeitung”, de Munique, o manager do heptacampeão do mundo, Willi Weber, disse que Schumi tem a intenção de comprar a antiga Minardi, que hoje se chama Toro Rosso e pertence ao milionário Dietrich Mateschitz, dono também da Red Bull. “Talvez um dia desses a gente vá até ele para comprar sua segunda equipe”, disse Weber, que sublinhou que por enquanto isso “não passa de uma idéia”.

Idéia que me fez lembrar certa ocasião em 2001 ou 2002, em Sepang. Estávamos, os jornalistas, no escritorinho da Ferrari esperando Schumacher para uma pequena coletiva, num daqueles dias em que é difícil emplacar uma matéria, por causa do fuso horário. Quase só italianos, um ou outro brasileiro, não lembro bem.

Enquanto Schumacher não chegava, disparei a cascatear. Disse à italianada que tinha informações de que Michael estava para comprar a Sauber. E tinha várias indicações. Primeiro, ele andava insistindo muito em elogiar a equipe e um de seus pilotos, Heidfeld. A Sauber usava motores da Ferrari e tinha íntimas relações com Maranello. O alemão já tinha conquistado títulos pela Ferrari e não tinha muito mais a fazer como piloto.

E todos me ouvindo atentamente.

Chega Schumacher, faz-se silêncio, começa a coletiva e ninguém pergunta nada a ele sobre o assunto, claro. Eu falava em tom de brincadeira, apesar da historinha bem montada.

Volto à sala de imprensa e um colega do “Tuttosport” encosta em mim e pergunta: “Escuta, essa história do Schumacher é verdade?”. “Claro que não!”, respondo. E ele: “Cazzo, já mandei 40 linhas para o jornal!”.

Morri de rir. E ele não foi o único. Todos os jornais italianos saíram no dia seguinte com a história: “Schumacher pretende comprar a Sauber”. No dia seguinte, a italianada, sem outra opção, foi a Willi Weber, que estava na Malásia, para “repercutir” a notícia, como se diz. E Weber, para melhorar ainda mais a deliciosa história, fez um muxoxo, olhou para o nada e disse: “Por que não?”.

Batata. No dia seguinte, os jornais italianos: “Empresário de Schumi confirma: compra da Sauber está perto”.

Foi bem engraçado. No aeroporto, voltando para a Europa, o pessoal da Renault, ou talvez ainda fosse Benetton, não lembro, veio me perguntar se o Schumacher não teria interesse na equipe deles, também. Virou um “hit”, esse caso. Damos boas risadas até hoje.

Agora, se rolar de verdade essa história e Schumacher comprar a Toro Rosso, farei questão de ligar para meus amigos italianos, um a um. “Não disse? Ele estava mesmo comprando a Sauber na época. A BMW chegou antes, comprou outra.”