Blog do Flavio Gomes
Sem categoria

Londrina: Nenê na pole

LONDRINA (not too bad) – Bom dia (dia?), macacada. Acabamos de chegar do autódromo, depois de um sábado bem cheio e difícil, mas divertido e repleto de bons momentos. Para não dispersar, vai tudo num post só. Começando com a blogaiada. Vamos ver se lembro de todos que apareceram… Além dos veteranos Reginaldo Roqueiro e […]

LONDRINA (not too bad) – Bom dia (dia?), macacada. Acabamos de chegar do autódromo, depois de um sábado bem cheio e difícil, mas divertido e repleto de bons momentos.

Para não dispersar, vai tudo num post só. Começando com a blogaiada. Vamos ver se lembro de todos que apareceram…

Além dos veteranos Reginaldo Roqueiro e Dú Cardim, que já estavam por aqui desde ontem, chegaram o Rogério Magalhães, vestindo o manto rubro-verde (nos roubaram no Recife), o Pedro Bluetooth, que foi o primeiro a postar um comentário neste blog no distante mês de dezembro de 2005, o artista Marcel Marchesi com mulher e filha, lindas, ambas, o Rodrigo Ruiz depois de maratona aérea que classificou de “deliciosa”, o Thiago Azevedo, local, e mais um monte de gente.

Infelizmente, como costuma acontecer em fim de semana de corrida, não pude dar a atenção que todos mereciam, mas espero que tenham se divertido e se encontrado, se conhecido, se falado e tal.

O dia do #96 foi complicado. Aliás, o dia da nossa equipe, a LF, foi daqueles. No treino livre da manhã, do qual não participei porque estava fazendo a F-1, explodiu o motor do Puma do Gulla. Fez um rombo invejável no bloco.

Aí, todos os mecas tiveram de correr muito para colocar o motor reserva. Que é do Rogério Tranjan, que sempre traz quatro motores por corrida para seu Karmann-Ghia. Nunca usou nenhum.

No segundo treino livre, lá fui para a pista. Dei uma bela escapada na curva da Vitória e quase beijei o muro. Mas consegui frear e não deixei o carro morrer. Quem viu disse que foi muito legal. Não achei muito. Depois de duas ou três voltas, quebrou um suporte do cabo do acelerador. Meu carro foi rebocado e como a classificação era logo depois, foi um corre-corre danado. Saí, com o Rafael do Chevette verde, para soldar a bagaça. Mas não tinha nenhum lugar aberto na cidade. Liguei para o Rosnel, o maior vendedor de peças de DKW do Brasil, que mora por aqui, e ele ficou de levar a peça ao autódromo, voando.

Mas o tempo era curto. Achamos uma serralheria perto do circuito e o cabra soldou meu suporte quebrado. Voltamos à pista e a classificação já estava começando. A rebarba da solda impedia a colocação do cabo e quando o desespero batia Rosnel surgiu do nada, como um anjo, e colocou a peça nova na mão do Fábio, um dos mecas.

Saí para a pista e escapou um cabo de vela. Voltei me arrastando, meio puto, meio desesperado. O Fábio conectou de novo e consegui uma única volta rápida, a primeira, em 1min56s363. Tinha virado 1min59s no dia anterior, até que foi bom. Depois o carro começou a falhar muito, a pressão de combustível oscilava pacas, parei faltando uns 7 minutos para o fim da sessão e não voltei mais. Muita sujeira no carburador, efeito da pista que tem muita terra e grama. Amanhã, lavou tá novo.

A disputa lá na frente estava boa entre Nenê (Topolino), Luque (BMW) e Gildo (Zé do Caixão), que andou pela primeira vez hoje e pegou a pista rapidinho. A pole ficou com o Nenê, um temporal: 1min32s977. Luque em segundo. O grid está mais abaixo.

Depois, a tarde foi só de bate-papo, cerveja, acompanhar os treinos das 3 Horas, das motos, umas voltinhas de carro de rua pela pista (o Ceregatti ia adorar)… O pessoal de Londrina nos quer em dezembro para a preliminar das 500 Milhas locais. Vamos ver se dá.

A corrida, amanhã, começa às 12h45. Até agora, está dando tudo mais do que certo. Os paranaenses estão nos dando uma aula de como receber bem. O clima no autódromo é de uma camaradagem que a gente não costuma viver em Interlagos. Quem não veio perdeu. Mas não faltarão oportunidades.

GP DO CAFÉ – SUPERCLASSIC – GRID DE LARGADA
1) Luis Carlos Finotti (Topolino D3), 1min32s977 (118,287 km/h)
2) Evaldo Luque (BMW D3), 1min34s836 (115,969)
3) Hermegildo Antunes (Zé do Caixão D3), 1min35s408 (115,277)
4) João Batista Caldeira (Porsche D2), 1min36s423 (114,060)
5) Carlos Braz (Passat D3), 1min37s901 (112,338)
6) Walter Brunelli (Puma D2), 1min38s408 (111,759)
7) Rafael Preto (Chevette D3), 1min38s824 (111,289)
8) Sebastião Gulla (Puma D3), 1min38s895 (111,209)
9) Gerolamo Ometto (Porsche D3), 1min40s329 (109,619)
10) Rogério Tranjan (Karmann-Ghia D3), 1min40s525 (109,406)
11) Carlos Barros (Puma D3), 1min40s822 (109,083)
12) Aroldo Teixeira (Puma D2), 1min41s132 (108,749)
13) Renato Giordano (Corcel D1), 1min41s797 (108,039)
14) Narciso Preto (Fusca D1), 1min44s291 (105,455)
15) Eduardo Carvalho (Chevette D3), 1min46s781 (102,996)
16) Marcelo Giordano (Fiat D1), 1min47s099 (102,690)
17) Alfredo Gehre (Dodge D3), 1min54s728 (95,862)
18) Alberto Reis (JK D1), 1min56s043 (94,775)
19) Flavio Gomes (DKW D1), 1min56s363 (94,515)