LONDRINA (e como) – Já está no Grande Prêmio a íntegra da defesa de Nigel Stepney, ex-chefe dos mecânicos da Ferrari, que será publicada hoje nos jornais ingleses.
Resumidamente, ele alega total inocência, admite que seu relacionamento com a Ferrari tornou-se insustentável depois da saída de Ross Brawn, reconhece que estava conversando com a Honda e jura que nunca entregou nem um bilhetinho escrito em guardanapo a Mike Coughlan, da McLaren. Muito menos 700 páginas de documentos sigilosos da Ferrari.
Stepney conta que ao voltar das férias nas Filipinas, passou a ser seguido e ameaçado na Itália. Deixou o país e não se sabe onde está. Diz também não saber como os documentos encontrados pela polícia inglesa na casa de Coughlan foram parar lá.
Mas o melhor da entrevista-desabafo é a ameaça velada. Ele diz algo como “sei onde a Ferrari enterrou seus defuntos nos últimos dez anos”. E a Ferrari teria medo dele.
Bela história, como venho dizendo. Falta uma linda mulher. Mas não se deve jamais negar a defesa a Stepney. Por isso, a partir de agora, vou parar de chamar o cara de gatuno. Nem conheço ele.