SÃO PAULO (sintonize) – Este post é motivado por e-mail de Mestre Mahar, saudoso da Eldo-pop, a Eldorado FM que de 1971 a 1978 levou música de verdade aos cariocas. Está tudo aqui.
Morei no Rio, lembro muito vagamente da Eldo. E, depois, da “Maldita”, a Fluminense FM (voltou?). É porque quando eu morava no Rio, escutava muito meu radinho RCA portátil que colocava debaixo do travesseiro para ouvir o José Carlos Araújo, o Jorge Cury e o Waldir Amaral. Queria mais futebol, menos música. Mas às vezes viajava no “FM estéreo”. O RCA tinha FM. Só não era estéreo.
Aqui em SP, o rock teve na 89 sua maior representante por anos a fio, até virar a merda que virou, incorporada ao grupo Bandeirantes. Hoje a Kiss FM cumpre essa missão, arduamente.
Adoro rádios misteriosas, e a Eldo-pop era um pouco assim com suas sequências de músicas sem identificação, pouca gente falando, muita guitarra gritando. “Uma rádio que, se voltasse ao ar hoje, tocando as mesmas músicas de 30 anos atrás, ainda estaria 100 anos na frente das outras”, escreve o autor do site indicado por MM.
Meu ideal de vida era ser DJ de uma rádio no interior da Califórnia, ou do Alabama, ou de Ohio, nos anos 50. Acho que já falei disso. Pegar o horário noturno, da meia-noite às 4h, e embalar os amores nos drive-ins. Ninguém saberia quem eu sou, e eu não saberia quem é ninguém, até um dia desaparecer no éter sem deixar pistas.
Vamos lá, fale sobre as rádios de sua vida. Todos somos viúvos e viúvas de alguma rádio. Eu tenho uma lista…