Blog do Flavio Gomes
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Pede pra sair

LUTETIUM MOPER (invasão) – Está havendo um quebra-pau silencioso entre a CBA e a LINEA, Liga Nacional de Esporte Automotor. É uma liga independente que realiza corridas de kart, registrada em Bauru. Eu não conhecia essa liga, mas desde já estou do lado dela. A CBA, por alguma razão, quer que o Ministério do Esporte, […]

LUTETIUM MOPER (invasão) – Está havendo um quebra-pau silencioso entre a CBA e a LINEA, Liga Nacional de Esporte Automotor. É uma liga independente que realiza corridas de kart, registrada em Bauru.

Eu não conhecia essa liga, mas desde já estou do lado dela. A CBA, por alguma razão, quer que o Ministério do Esporte, a CIA, o FBI, o Kojak e o MI6 impeçam a liga de fazer corridas. E decidiu: “O presidente da CBA determinou o cancelamento de todos os eventos relacionados com a Billand que eventualmente teriam a supervisão da entidade”. Notem que nem o nome da Biland sabem escrever direito.

Gostaria de saber por que a CBA tem tanto medo de ligas independentes. Por que exige supervisionar até corrida de carrinho de rolimã. Por que não deixa os esportistas em paz, já que é incapaz de fomentar o esporte. “Ah, corrida é coisa perigosa, alguém precisa supervisionar, garantir a segurança”, dirá alguém. Verdade. Então que se feche a CBA, que permite corridas em autódromos totalmente defasados como Tarumã, Guaporé, Goiânia — só para citar alguns, porque se eu fosse rigoroso, diria com todas as letras que a única pista aceitável do Brasil é Interlagos, com Curitiba um pouquinho atrás.

A supervisão da CBA é balela. Não há preocupação nenhuma com o que quer que seja, exceto a arrecadação. O automobilismo brasileiro pifou, morreu, e quando alguém quer fazer algo sozinho vêm as “otoridades constituídas” para vetar. Têm um medo danado, as “otoridades”. Medo de perder a boquinha.

O quebra-pau está no site da FASP. A versão presidencial, claro. A resposta da LINEA está aqui, pedindo o mínimo: respeito à Constituição, que não veta associações de nada. Esse veto da CBA equivale à CBF proibir o campeonato de futebol do seu clube, se ele não for supervisionado pelo Ricardo Teixeira.

Quando eu vejo o que está sendo feito com o automobilismo brasileiro, lembro imediatamente do Capitão Nascimento dizendo para os recrutas da tropa de elite: “Pede pra sair! Pede pra sair!”. É o que merece ouvir, de todos nós, essa cambada que finge que cuida do esporte.