SÃO PAULO – Soube agora no início da madrugada da morte de Aurélio Félix, o criador da Fórmula Truck, aos 49 anos em Passo Fundo (RS). Ele passara mal já no domingo em Guaporé, sofreu três infartos, teve uma hemorragia estomacal no início da noite de quarta e não resistiu.
A cobertura completa está no Grande Prêmio, que mobilizou todo o time, aqui em SP e no Sul, para levantar informações sobre a morte e tentar mostrar um pouco quem foi esse cara.
Um cara que não conheci pessoalmente, apenas por telefone em algumas entrevistas, mas que sempre vi como um herói. Porque levou adiante, contra o sistema estabelecido, o sonho das corridas de caminhões. Até que o sistema estabelecido a ele se dobrou e foi obrigado a reconhecer o sucesso da criação e o sistema, claro, como sempre, assumiu a paternidade.
A Truck só existe por causa do Aurélio, que cuidava de tudo pessoalmente, tinha na categoria um filho. Centralizador, entusiasmado, capaz, transformou em 13 anos algo que parecia uma excentricidade caipira, uma espécie de rodeio sobre rodas, num grande negócio, numa grande competição, no que de mais autêntico o Brasil produziu em automobilismo (ou “caminhomobilismo”) nos últimos 20 anos.
Que a Truck e todos que a fazem não esmoreçam.