SÃO PAULO (triste é a vida) – Bom dia, macacada. Vamos aos pitaquinhos tradicionais dos treinos da F-1 na madrugada em Melbourne. A cobertura completa está no Grande Prêmio. Aí vocês têm o dia todo para comentar.
– Ferrari e McLaren farão um campeonato à parte, de novo. A diferença é que, neste ano, com três pilotos na briga, e não quatro. Me parece que Kovalainen será mais discreto que Alonso.
– O problema é que a distância das duas para as demais é gigantesca. Os outros times estão muito para trás.
– A Red Bull como terceira força? É possível, apesar de seus pilotos. Mas ainda não acredito.
– O carro da BMW Sauber é, disparado, o mais horrendo da história da F-1. Um porco-espinho. Parece que vai espetar. Além de tudo, é ruim. Os tempos mostram isso. Erraram a mão. Inventaram demais.
– Já o da Honda é o mais bonito da temporada. A pintura, na TV, ficou agradável e simpática. E é o único em que dá para ver os números, enormes, nas laterais da asa traseira. Pena que não anda muita coisa. Notem: normalmente eu diria que não anda nada. Agora disse “não anda muita coisa”. É que não ficou em último, é isso.
– A Renault vai ter muito trabalho para voltar a andar na frente. Mas muito mesmo.
– Nelsinho começou mal, rodou, quebrou o câmbio, andou pouco. Faz parte do aprendizado.
– A Force India foi uma surpresa, com Fisichella. E a Toyota, quem diria, começou bem o ano. O mesmo não se pode dizer da Williams, de quem se esperava muito, e da Toro Rosso. Já a Super Aguri, esta será, definitivamente, a nova Minardi.
– Na estética, muito feia a Ferrari. Aquele patrocínio de companhia aérea árabe na parte traseira da asa ficou vulgar, assim como o grafismo de código de barras nas laterais, para disfarçar o Marlboro. Exagerado no tamanho, mal-concebido no desenho.
– Os pilotos estão apanhando dos carros, sem controle de tração e sem, principalmente, o acionamento eletrônico do freio-motor. Erram aos montes, ainda mais numa pista pouco usada como a de Melbourne. A pilotagem ficou meio “quadrada”. Pode ser divertido, em corrida.