Blog do Flavio Gomes
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não foi a primeira

SÃO PAULO (nem será a última) – Massa e Coulthard já haviam trocado faíscas antes. Em 2005, no GP de San Marino. Mas há uma diferença essencial nos dois episódios. Uma coisa é sair dando trancos nos outros quando se é piloto de time pequeno, sem responsabilidades, tendo de abrir e conquistar espaço na marra. […]

SÃO PAULO (nem será a última) – Massa e Coulthard já haviam trocado faíscas antes. Em 2005, no GP de San Marino. Mas há uma diferença essencial nos dois episódios. Uma coisa é sair dando trancos nos outros quando se é piloto de time pequeno, sem responsabilidades, tendo de abrir e conquistar espaço na marra. Se bater e ficar pelo meio do caminho, azar. O time não perde grande coisa, porque não tem muitas ambições, e o piloto fica com fama de duro na queda.

Outra, bem diferente, é ter o mesmo comportamento guiando para uma equipe grande, que luta por títulos. Aí as consequências são bem maiores. Um abandono pode significar pontos a menos na carteira e, no fim do ano, a perda de um campeonato. Com carro bom, é preciso ter um pouco de paciência. Ou, então, ter adquirido tal status que o piloto que está na frente abre caminho ao ver quem vem atrás. Era assim com Senna, Schumacher, Prost. Os adversários os respeitavam, por seu currículo, seu histórico.

Com Felipe, não é. Pode até vir a ser, mas não é.