Blog do Flavio Gomes
F-1

BRATWÜRSTE (8)

SÃO PAULO (nada como um dia depois etc…) – Ótimo que o primeiro post do dia venha logo depois da esculhambada na assessoria de Nelsinho-pimpolho. Se a manchete do press-release ontem tivesse sido “Nelsinho larga na penúltima fila”, hoje seria possível algo como: “Nelsinho: de 17º para o primeiro pódio”. Mas isso não tem a […]

SÃO PAULO (nada como um dia depois etc…) – Ótimo que o primeiro post do dia venha logo depois da esculhambada na assessoria de Nelsinho-pimpolho. Se a manchete do press-release ontem tivesse sido “Nelsinho larga na penúltima fila”, hoje seria possível algo como: “Nelsinho: de 17º para o primeiro pódio”.

Mas isso não tem a menor importância. Lembram a velha frase? Um piloto é tão bom quanto seu último resultado. Hoje, Nelsinho só não é melhor do que Hamilton, e ponto final.

Isso vale muito mais para os torcedores, claro. E especialmente para aqueles que vibraram com Piquet-pai anos atrás, que devem estar muito felizes hoje. Foi bacana ver o filhote no pódio, sim, 30 anos depois da estréia de Nelsão na mesma pista.

Do ponto de vista técnico, não é resultado que deva iludir o piloto, nem a equipe. Nelsinho saiu com uma estratégia, como ele disse, flexível para uma ou duas paradas, e parou na 35, exatamente quando Glock bateu. Entrou o safety-car e ele se deu muito bem, enchendo o tanque para ir até o final. Quando todos pararam na abertura dos boxes, Nelsinho ganhou (depois checo direito quantas foram) ao menos dez posições. Na relargada, estava em terceiro, sem ter de parar de novo, com os dois à sua frente, Hamilton e Heidfeld, precisando de mais um pit stop. E o pódio ficou garantido.

Garantido porque a partir daí ele guiou muito bem, num ritmo forte e seguro, e foi inteligente o suficiente para não tentar uma defesa impossível contra Hamilton, que vinha voando, porque isso poderia atrasá-lo numa eventual chegada de Felipe Massa.

Em resumo, Nelsinho foi o nome de uma corrida que estava chata pra cacete até a batida de Glock. Mostrou que sabe andar na frente, o que é importante. Garante-se para o resto do ano e ganha fôlego para que a Renault exerça a opção que tem sobre seu contrato. Um resultado desses muda a vida de um piloto. O cara ganha moral e confiança. “Ao infinito e além!”, diria Buzz Lightyear.