CategoriaF-1

30 ANOS

3

RIO (os dois) – Eu era editor de Esportes da “Folha” em 21 de outubro de 1990, quando Ayrton Senna ganhou seu segundo título mundial e o Brasil conseguiu sua última dobradinha na F-1. Claro que quase toda a cobertura foi concentrada no bicampeonato. Motivos havia de sobra, ainda mais pela maneira como aconteceu. O caderno de Esportes da segunda-feira, dia 22, teve 20 páginas...

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

S

RIO (quase lá) – Bem, esta é a foto do fim de semana em Nürburgring. Por todo o simbolismo que carrega. Hamilton e Schumacher, Schumacher e Hamilton. Feitos do mesmo material. Atletas dedicados, talentosos, perfeccionistas. Um é igual ao outro, o outro é igual ao um. Tenho conhecido ambos desde o comecinho, vejo até semelhanças no processo de amadurecimento. Michael e Lewis eram dois jovens...

N’EIFEL (4)

N

RIO (agora sim) – Mick Schumacher parece ser um menino tímido. Deveria ter estreado num fim de semana de F-1 na sexta-feira, fazendo o primeiro treino livre pela Alfa Romeo. Não deu, por causa da neblina que cancelou as atividades de pista na abertura dos trabalhos para o GP de Eifel, em Nürburgring. Hoje, depois da corrida, Mick reapareceu. Vestindo uma uma jaqueta da Ferrari, já que é...

N’EIFEL (3)

N

SÃO PAULO (aqui, P2) – E o dia chegou. Hamilton igualou Schumacher hoje e prestou suas homenagens ao heptacampeão mundial. E o destino quis que o recorde de 91 vitórias fosse igualado na Alemanha de Michael. Mais tarde, tem textão da corrida. Por enquanto, fiquem com a crônica sobre o melhor de todos os tempos já no ar no Grande Prêmio, que reproduzo aqui. E comentem à vontade! Agora tenho...

N’EIFEL (2)

N

SÃO PAULO (surprise!) – Eram 11 da manhã e Nico Hülkenberg terminava seu café da manhã em Colônia, a 60 km de Nürburgring, quando tocou o telefone. Do outro lado da linha, Otmar Szafnauer, chefe da Racing India. “Filho, corre pra cá que estamos precisando de você!”, disse o dirigente. Nico se preparava para ir ao autódromo, mesmo, porque iria trabalhar como comentarista da RTL...

N’EIFEL (1)

N

SÃO PAULO (quase igual) – Como se vê — ou se “não vê” –, não deu. O GP de Eifel teve as atividades da sexta-feira canceladas pela neblina, aliada à chuva e às baixas temperaturas. Sem teto para eventuais voos de helicóptero, a F-1 não coloca ninguém na pista. Já é assim faz tempo. Sem treinos livres, perdemos a chance de ver Mick Schumacher andar pela Alfa Romeo e...

VERDADES & MENTIRAS

V

SÃO PAULO (sempre aparece) – De hoje em Nürburgring, nas entrevistas pré-GP de Eifel… Verdade: emissários da turma que quer fazer o autódromo de Deodoro estiveram em Abu Dhabi no fim do ano passado, entre eles Flávio Bolsonaro. Falaram com Hamilton. Mentira: ao contrário do que disse o consórcio Rio Motorsports, não houve uma apresentação dos planos de reflorestamento para convencer...

O NOME DAS COISAS

O

RIO (boiada muge) – Eu trato as coisas pelo nome. O que Américo Teixeira Jr. revelou em seu “Diário Motorsport” na semana passada é um escândalo. Para quem ainda não viu, Chase Carey, o CEO da Fórmula 1, mandou uma carta para o governador interino do Rio pedindo pressa na liberação das licenças ambientais para construir o tal autódromo de Deodoro. Para quem ainda não sabe, o...

SURPRESA FOI TER VOLTADO

S

RIO (fornalha) – Confesso que fui pego de surpresa pela notícia de que a Honda deixará a F-1 no fim do ano que vem. Eu e muita gente — não todos, porque é óbvio que o pessoal da FIA, da Red Bull, da AlphaTauri e das outras equipes já devia estar sabendo com alguma antecedência; decisões assim não são tomadas do dia para a noite. Mas lembrou o que aconteceu no fim de 2008, quando a...

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

S

RIO (questão de tempo) – Linda a foto acima, não? A Bottas, o que é de Bottas. Um troféu na sombra, o de vencedor do GP da Rússia de 2020. Coitado, por mais que se esforce, que mande todo mundo às favas pelo rádio, será sempre o segundão de Hamilton. E nem é tão mau assim ser segundão do Hamilton. Imagina se ele fosse, sei lá, o segundão do Latifi. Não reclame, Valtteri. O destino sorriu...

N’URSS (3)

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RIO (voltei) – Nastola, Finlândia, 26 de setembro de 2061. Diante do prédio onde há anos se reúne o Conselho Municipal da pequena cidade de pouco mais de 15 mil habitantes no sul do país, uns 120 km distante da capital Helsinque, um senhor de olhos muito azuis e cabelos louros bem curtos caminha lentamente de mãos dadas com um garotinho de não mais que 8 anos de idade. Ele acena para as...

N’URSS (2)

N

RIO (quase) – São 96 poles agora para Hamilton, mas atenção: tem uma chance de ele perder amanhã em Sóchi, adiando a histórica marca de 91 vitórias para igualar Schumacher. Porque por pouco não ficou empacado no Q2. E por isso vai ter de largar com pneus macios, contra os médios de Verstappinho, segundo no grid, e Sapattos, o terceiro. Já conto como foi. Antes, falemos do meu espanto com...

N’URSS (1)

N

RIO (sunny) – Nada de novo no front. Mercedes andando sozinha, o resto a partir de 1s atrás. Falo dos treinos livres para o GP da Rússia, em Sóchi. A notícia do dia, hoje, vem de fora da pista: a confirmação de Stefano Domenicali, ex-Ferrari, como novo CEO da F-1 no lugar do bigodudo Chase Carey, na Liberty. O nome foi muito bem recebido na categoria. Domenicali, que estava no grupo VW...

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

S

RIO (continue) – Talvez eu pudesse ter escolhido outras imagens para lembrar para todo o sempre o GP da Toscana, como alguma relargada, acidentes, até o pódio inédito de Alexander O Bom. Mas fiquemos com Hamilton e sua cruzada pela justiça. A FIA ameaçou “investigar” o uso da camiseta no pódio. Lewis respondeu: vou continuar fazendo. A FIA desistiu de sequer cogitar uma punição...

N’ARRABBIATA (3)

N

RIO (eu tinha um da Sharp) – Vocês jovens, sabem o que é um 3 em 1? Pois bem, vou explicar. Houve um tempo, neste planeta, em que não se ouviam músicas no celular. Nem havia celular. Para ouvir músicas, você precisava de uma dessas, vá lá, mídias: rádio, toca-fitas ou vitrola, também conhecida como toca-discos. Aliás, mídias é o cacete. Você precisava de um desses aparelhos, os três...

N’ARRABBIATA (2)

N

RIO (já acabou, foi?) – Para uma pista legal, voltas de classificação lindas. Foi belíssima a de Hamilton, que conseguiu hoje a 95ª pole de sua carreira e a sétima em nove corridas deste ano. Honrou Mugello, Lewis. E honrou Mugello, Leclerc. Para mim, o monegasco foi destaque do sábado, classificando a carroça da Ferrari em quinto. Para se ter uma ideia do tamanho da façanha, Vettel nem...

N’ARRABBIATA (1)

N

RIO (lindo) – Vamos falar de Mugello. É a primeira vez que a F-1 corre lá, e qualquer coisa que a F-1 fizer na Itália é pouco. Adorei a ideia de três corridas no país neste ano. Depois dessa ainda tem Imola. Eu amo a Itália, se pudesse teria ido a essas três provas. Na foto acima dá para ver que pela primeira vez tem público num GP. Limitadíssimo. São 2.880 pessoas convidadas da Ferrari...

BYE, WILLIAMS

B

O vídeo abaixo, que só pode ser visto no canal da F-1 no YouTube, é a homenagem da categoria à família Williams, que se despediu da F-1 domingo em Monza. Bonito e sensível.

N’ASTON MARTIN

N

RIO (vida que segue) – Quando Pérez anunciou ontem que estava fora da Force Point, não era preciso ser nenhum bidu para saber que o movimento seguinte do tabuleiro seria a confirmação de Vettel na futura Aston Martin. O alemão quer seguir. Sabe que não será campeão de novo, mas quem sabe o que vai acontecer em 2022? Quem sabe até onde vai o domínio da Mercedes? Quem sabe quais mudanças...

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

S

RIO (histórico) – Não há outra imagem possível para colocar o GP da Itália na eternidade: Gasly sentado no pódio sozinho, minutos depois de receber o troféu e estourar champanhe, sem acreditar no que estava vivendo. Foi legal demais, sensacional demais, bonito demais, emocionante demais. Escrevi demais demais. A última zebra da F-1 tinha acontecido no dia 17 de março de 2013. Por zebra...

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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