
Mas eu adoro futebol e depois de uma semana em João Pessoa, onde passarei os últimos dias de existência do planeta, algo já definido, encontrei, finalmente, o time para o qual todos nós vamos torcer a partir de agora. Aquele que passa a ser o time-símbolo desta página: Auto Esporte Clube. O time do povo, lá de Mangabeira. O querido Macaco, hexacampeão paraibano, fundado em 1936 por motoristas de praça de Jampa. O clube dos automobilistas, como canta Jadir Camargo.
E se existe um clube dos automobilistas neste Brasilzão velho de guerra, que seja ele o nosso time, ora bolas.
O Auto Esporte, portanto, está adotado por este blog em caráter irrevogável. Vou atrás de uma camisa, agora. Não achei em lugar algum em João Pessoa, o que considero uma aberração. Em todas as lojas de esportes a que fomos, eu e os Gominhos, vimos camisetas oficiais do Milan, do Barcelona, do Bayern, do Real Madrid, do Chelsea e do Manchester. E nenhuma do Auto Esporte. Do Botafogo da Paraíba, só na lojinha oficial em Cabo Branco. Nas lojas, nada. Assim como nem sinal do Treze e do Campinense.
Sinal mais claro do assassinato coletivo dos clubes do Nordeste (e de outros Estados e regiões que já tiveram clubes fortíssimos, como o interior de SP, PR, RS) não há. Esse formato que pretende reduzir o futebol brasileiro a meia-dúzia de times endinheirados do Sul/Sudeste que só existem para garantir a audiência da TV está matando a verdadeira alegria que se vê nas arquibancadas do Arruda, do Mangueirão, do Rei Pelé, do Frasqueirão, dos Castelões espalhados por aí. É uma tristeza quando a gente vê que a paixão pelos clubes locais está sendo trocada por uma torcida distante, quase asséptica (ainda tem esse “p”?), por times da Europa ou do quarteto SP/RJ/BH/POA.
Eu sou um torcedor apaixonado dos times pequenos. Adoro o Brasil de Pelotas e o Rio Negro de Manaus. E o Juventus da Mooca, e o São Cristóvão, que só joga de branco por regulamento, e o ABC de Natal. E o Auto Esporte de Jampa.
Resistam, heróis da bola!