SÃO PAULO (4 de 4) – Não há muito mais a dizer de tudo isso. Talvez eu até esteja exagerando, escrevendo feito um alucinado por conta de algo até corriqueiro neste ambiente das corridas e da velocidade. Além do mais, o que eu acho ou deixo de achar vai mudar o quê?
Nada. E não vai trazer ninguém de volta.
Para terminar esta “quadrilogia” pistas-carros-pilotos-dirigentes, fica aqui um breve manifesto de total repúdio e desprezo pelas pessoas que estão à frente do automobilismo no Brasil.
São dirigentes, em sua imensa maioria, que não valem a inscrição para uma corridinha do Paulista. O automobilismo virou uma confraria idiota comandada por idiotas. E praticada por muitos idiotas, também.
Idiotas, em geral, são só isso, idiotas. Não incomodam ninguém. Mas quando estão à frente de algo que coloca o pescoço de centenas de pessoas na guilhotina todas as semanas, em pistas perigosas dentro de carros idem, esses idiotas têm responsabilidades.
Não as têm cumprido. E isso é grave. Uma coisa é ser idiota, incompetente, burro, salafrário, picareta e levar um esporte à bancarrota. Se isso acontecer com o judô, com o beisebol, com a pelota basca, foda-se. Os interessados que se mexam para ressuscitar o judô, o beisebol, a pelota basca.
Mas quando se trata de corrida de carro, não pode ser assim. Automobilismo não é mais importante que pelota basca ou badminton, não é isso. Não é mais nobre, mais legal, mais supimpa. Só que pelota basca e badminton não matam ninguém. Portanto, podem ser geridos por idiotas.
Automobilismo mata. E, por isso, não pode ficar nas mãos de idiotas.