Blog do Flavio Gomes
Automobilismo brasileiro

NÃO DÁ MESMO

SÃO PAULO (e me voy) – Três meses depois da morte de Gustavo Sondermann e das fotos posadas de dirigentes na Curva do Café, não há um projeto para a área de escape que se pretende fazer no local. Entre outros, esse é um dos motivos pelos quais obra nenhuma foi iniciada ali. É o […]

SÃO PAULO (e me voy) – Três meses depois da morte de Gustavo Sondermann e das fotos posadas de dirigentes na Curva do Café, não há um projeto para a área de escape que se pretende fazer no local. Entre outros, esse é um dos motivos pelos quais obra nenhuma foi iniciada ali. É o gestor do autódromo, Octavio Guazzelli, que confirma. Está tudo no blog do Victor Martins e teremos mais amanhã, no Grande Prêmio. Diga-se, aqui, que o autódromo não tem culpa nenhuma. Precisa receber um projeto das entidades esportivas para começar a mexer em qualquer coisa. Se ninguém manda nada, nada é feito. Por isso, estão dando um tapa na chicane usada pelas motos em mil-e-novecentos-e-bolinha para as corridas da Stock e de Marcas.

Vejamos. Morreu Sperafico, ficou por isso mesmo, os carros da Light continuaram sendo usados sem alteração nenhuma. Morreu Sondermann, restos do carro foram jogados no lixo e até agora não se viu uma palavra sequer sobre a investigação que a CBA prometeu levar às últimas consequências. O carro de Tuka Rocha pegou fogo misteriosamente domingo no Rio e os fabricantes falam em reunião com os pilotos e com a Vicar para ver o que será feito, e estamos esperando para saber o que causou o incêndio e como é que um automóvel de corrida pega fogo daquele jeito sem que haja vazamento de combustível. A propósito, leiam o depoimento de Sérgio Jimenez sobre o acidente. Ele estava atrás de Tuka. A cronometragem erra miseravelmente com os pilotos da Red Bull em Campo Grande, eles são punidos, e morreu o assunto apesar das evidências de falha no equipamento.

O automobilismo brasileiro está uma piada.