SÃO PAULO (que coisa…) – Muito varzeana a corrida da Indy hoje em Detroit, mas vamos reconhecer: os caras até que foram rápidos para tapar os buracos abertos por aquelas minhocas de borracha que se desprenderam do piso. Algo que me parece óbvio, com a tração daqueles carrões passando por esses remendos volta a volta, durante três dias. Mas como nunca tinha acontecido nada, acho que nunca ninguém pensou nisso. Agora já se sabe: em piso de concreto (aquela parte era concreto, não?), nada de minhocas de borracha.
Conseguiram reiniciar a corrida para completar dois terços das 90 voltas e felizmente ninguém se machucou. Nova dobradinha da Ganassi, desta vez com Dixon na frente. A briga pelo título está ficando boa.
Barrichello teve seu pior fim de semana índico, trocou de chassi, largou em último e abandonou depois de 11 voltas com “problemas”. É o que diz o texto de seu comunicado de imprensa, “problemas”. Não sei quais.
Durante toda a tarde, recebi muitas mensagens por e-mail e Twitter com gente cobrando: “E aí, não vai falar nada? Se fosse no Anhembi, você iria criticar o prefeito”. Coisas do gênero.
De fato, se fosse no Anhembi, criticaria o prefeito. Como foi em Detroit, critico o prefeito de Detroit, que não sei quem é. E os organizadores, também, que não previram o que podia acontecer. E, ao mesmo tempo, elogio a rapidez da operação tapa-buraco. Assim como elogio o responsável por remover guard-rails e telas de proteção do circuito paulistano neste ano. Pelo menos na parte da pista que fica na Olavo Fontoura, já tiraram tudo. No primeiro ano, levaram seis meses, ou mais.