
Dito isso, vamos em frente porque daqui a pouco que vai para a classificação, aqui em Londrina, sou eu (depois conto como foi).
Antes de mais nada, informações de almanaque sempre úteis e relevantes:
– Foi a 34ª pole de Vettel, o que deixa o alemãozinho em terceiro nas estatísticas, atrás apenas de Schumacher (69) e Senna (65). Ele deixou para trás Clark e Prost.
– Foi também a quarta pole seguida de Vettel em Suzuka. Desde 2009, só ele larga em primeiro na pista japonesa.
– A Renault contabilizou 199 poles com o resultado da Red Bull. Isso, claro, como fornecedora de motores para várias equipes ao longo dos séculos.
Agora sim podemos continuar. Mas, antes, anotem aí a lista de punições que serão aplicadas no grid:
– Button, 3°, perde 5 posições por troca de câmbio.
– Schumacher, 13°, perde 10 por ter batido em Vergne em Cingapura.
– Vergne, 17°, perde 3 por ter atrapalhado Senna no Q1.
– Hülkenberg, 10°, perde 5 por ter trocado o câmbio.
OK. Isso posto, ao treino, para quem não viu.
Comecemos pelo começo, que estou com preguiça de fazer muita literatura hoje, e receio estar atrasado para ir ao autódromo. A única emoção do Q1 foi no final, com Schumacher mandando o primeiro-sobrinho para a degola usando pneus duros. E ainda pegou tráfego.
Senninha foi atrapalhado por Vergne na chicane. Ficou doido dentro do capacete, estrebuchando pelo rádio. Declaração pós-tragédia: “Uma piada. Um cara totalmente sem consideração. Perdi a chance de passar, estava tranquilo e… Enfim, é isso”, disse. Bruno precisa parar de falar “enfim”. Me irrita. Enfim, acabou ficando em 18°, mas subirá duas posições pelas punições a Schumacher e Vergne. O mais rápido no Q1 foi Grosjean, com 1min32s029.
No Q2, Vettel começou a mostrar as garras: 1min31s501. Muitos pilotos fizeram seus tempos na segunda volta dos pneus macios. Massa ficou. Está dando sopa para o azar, o brasileiro. Numa semana em que, de novo, começaram a falar em troca-troca (Di Resta e Hülkenberg na lista), seria melhor para o brasileiro cuidar de fazer resultados. Alegou que com pneus novos seu carro piorou. Ficou em 11°. Di Resta, Schumacher, Maldonado, Rosberguinho, Ricardão e Verme foram os outros guilhotinados. Schumacher usou, de novo, só um jogo de pneus. Como tinha punição pesada para pagar, resolveu guardar quatro jogos novos para a corrida, dois duros e dois macios. É o jeito de tentar algo.
E no Q3 Tião Alemão sobrou, com 1min30s839. A Red Bull claramente melhorou. Não se esperava muita coisa em Suzuka, mas os rubrotaurinos fizeram a lição de casa, como se diz, e solucionaram pequenos pepinos que vinham atrapalhando em pistas de alta. Tanto é assim que o Canguru Desolado fez o segundo tempo e os dois carros energéticos formam a primeira fila. Na segunda, Kobayashi e Grosjean. Button fez o terceiro tempo, mas larga em oitavo pelo pênalti. É candidato ao pódio, mas não será fácil. Koba-mito vai tentar o mesmo e merece. Já pensou? No Japão? Pérez é o quinto e Alonso, o sexto. O espanhol pegou uma bandeira amarela da rodada de Raikkonen quando vinha em sua melhor volta e sifu. Na quarta fila saem Button e Kimi. E na quinta, Hamilton e, com a punição a Hülkenberg, Massa.
Aqui vale uma menção a Lewis. Depois de três poles nas últimas quatro corridas, um medíocre nono tempo na primeira prova pós-anúncio da saída da McLaren. Pode ser apenas coincidência, claro, mas é daquelas coincidências que nos levam a pensar em sacanagem. Diz ele, Hamilton, que errou totalmente no acerto do carro. Um desastre total. Coisas que não costumam acontecer em times como o seu.
Bom, azar dele. O negócio agora é o seguinte. Vettel está 29 pontos atrás de Alonso na classificação. Se der a lógica na corrida madruguenta das 3h, vai descontar mais um punhado. E faltarão cinco etapas para o fim do campeonato.
Querem saber? Acho que, depois do que vimos na madrugada de hoje em Suzuka, o campeonato ganhou um novo favorito.