SÃO PAULO (“Sempre digo: o importante é o homem sentir como é insignificante, é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos.”) – Fabio Steinbruch, que morreu domingo num acidente de moto, era um guardião dos carros nacionais. Alguns deles foram vistos na última exposição do Anhembi, no fim de semana da F-1. Sua coleção não tinha apenas os “comuns”. Tinha tudo. Como, por exemplo, esse Fúria GT Alfa Romeo da foto. Sabem quantos foram feitos? Um.
O Felipe Nicoliello, do Puma Classics, fala um pouco da paixão de Steinbruch pelos nacionais, da eterna busca por raridades, da obsessão pela preservação de todo e qualquer modelo fabricado no Brasil, mesmo (e talvez principalmente) aqueles que nunca entraram em produção e mal passaram da fase de protótipo.
Leo, irmão do Fabio, saberá dar continuidade a tudo isso, tenho certeza.
O acidente do Fabio, domingo, aconteceu a bordo de uma Moto Guzzi que teve um pneu dianteiro estourado, segundo as informações da perícia. Ele caiu e, com uma fratura na clavícula, ainda teve tempo de acionar o socorro. Mas a contusão perfurou uma artéria torácica e ele não resistiu a uma hemorragia interna, quando chegou ao hospital.