
Rapidinho, agora. No Q1, Hamilton e Alonso deram uma canja aos candidatos naturais à degola e ficaram com os dois últimos lugares. Lewis, porque perdeu 274 posições no grid, e teria de largar da Holanda. Alonso, porque quebrou, mesmo. E ficou bravo, bem bravo. A eles se juntaram os dois da Sauber, normal, Ocon, igualmente normal, e Kvyat, mais normal ainda com a Toro Rosso da Depressão.
A treta da hora aconteceu quando Wehrlein encontrou Gutiérrez lento pela frente, mandou um “fucking idiot” pelo rádio e o mexicano, justamente, perdeu cinco posições no grid.
No Q2, Grojã, Magnólia Arrependida, Gutierros, Palmolive, Sainz Idade e Wê Lá, Hein? ficaram pelo caminho, passando ao Q3 todos os favoritos — OK, a Williams não é tanto assim, mas passou; melhorou bastante de ontem para hoje, inclusive –, com a McLaren de Button no lugar que seria de Hamilton, não fosse a opção do inglês, óbvia, de não ficar andando à toa.
Muitos optaram por fazer seus melhores tempos no Q2 com pneus macios, em vez dos supermacios — assim, largando com o composto um pouco mais resistente. Interessante, claro, em termos de estratégia. Verstappinho não foi um deles, e a ótima segunda posição no grid pode ser comprometida por uma parada muito precoce.
[bannergoogle]E o Q3 começou com um favorito muito claro, que acabou confirmando sua condição de candidato-quase-único à vitória. Rosberguinho fez sua 28ª pole, sexta no ano. Não há outra opção para ele amanhã. Ou ganha, ou ganha. Se não ganhar, que vá fazer outra coisa da vida. Terá ao seu lado na primeira fila o jovem Max, com Raikkonen e Vettel em terceiro e quarto. Ricardão foi o quinto, seguido pela dupla da Force India, com Pérez e Hülkenberg. Bottas, Button e Massa fecharam os dez primeiros.
Felipe não curtiu muito. Tinha sido o mais rápido no Q1, mas cometeu um erro em sua volta rápida. A registrar: hoje fez dez anos da primeira vitória de Massa na F-1, na Turquia em 2006.
Quem estava andando nas nuvens era Verstappinho. Tornou-se o mais jovem piloto da história a largar na primeira fila, derrubando uma marca que já durava 55 anos. O menino não tem nada de fraco, não.