SÃO PAULO (vem, férias!) – Chaleclé larga na pole domingo na Bélgica, mas daquele jeito: tomando uma luneta de Verstappen, que por ter trocado o câmbio perde cinco posições no grid e parte em sexto para a 12ª etapa do Mundial — mas antes tem Sprint, e daqui a pouco falamos dela. Max fechou a classificação hoje em Spa com 1min46s168, 0s820 à frente do monegasco da Ferrari. Um estrondo.
A sexta-feira chuvosa de Spa-Francorchamps não foi uma novidade, já que a meteorologia indicava água com 100% de certeza. E indica para amanhã, também. Talvez não chova domingo. Mas nunca se sabe. A classificação para o GP belga teve até sol.
O único treino livre do fim de semana, de manhãzinha para nosotros aqui no Brasil, aconteceu com pista muito molhada e todos preocupados com a absoluta falta de visibilidade gerada pelos pneus de chuva e pelos assoalhos quase planos da F-1 atual. O spray que esses carros estão levantando é intransponível. Daquele jeito, não daria para correr. Mas como era só um treino livre, OK. Cuidado, meninos. Um por vez, fiquem longe de encrencas.
Dos 20 pilotos, apenas 15 marcaram tempos no meio da tempestade. Sainz, da Ferrari, fez 2min03s207 e ficou com a melhor volta. Pneus intermediários foram usados por alguns. Mas os “wet”, para chuva pesada, acabaram sendo a escolha da maioria. Eles drenam 80 litros de água por segundo. Não é possível para quem vem atrás enxergar nada.
A chuva diminuiu no intervalo entre o treino livre e a classificação, mas mesmo assim os pilotos só iriam usar slicks no final do Q2. Spa é um circuito muito longo, mais de 7 km de extensão, no meio da floresta. A pista demora muito para secar. Por isso, no Q1, os pneus intermediários foram mandatórios. A sessão foi adiada em dez minutos porque a direção de prova tinha informação de que as condições climáticas iriam melhorar. E assim foi.
Os primeiros tempos foram anotados na casa de 2min01s, com Norris, Russell, Piastri, Sainz, Verstappen e Leclerc se alternando na primeira posição. Charlinho acabou ficando na frente com 1min58s300, seguido por Max e Hamilton. Na lista dos cinco primeiros cortados, nenhuma grande surpresa: Albon, Zhou, Sargeant, Ricciardo e Hülkenberg. Nico, que tem feito boas classificações, teve um problema hidráulico em seu carro e por isso ficou em último. Já o australiano da AlphaTauri teve tempo cancelado por exceder os limites de pista. Paciência. Bem-vindo de volta.
A pista melhorou um pouco no Q2, mas ainda estava molhada em muitos trechos. Por isso, demorou para alguém arriscar os pneus slicks. Piastri fez uma volta em 1min56s370 e avisou pelo rádio: “Já está quase dando para usar os macios”. Foi dizer isso e Verstappen baixar a marca para 1min55s535. Faltando menos de 7min para o fim da segunda parte da classificação, os pneus lisos com inscrições em vermelho começaram a ser tirados das garagens.
Mas só nos últimos dois minutos do Q2 que os tempos despencaram de verdade com todo mundo usando slicks. Piastri fechou o segmento em primeiro com 1min51s534, seguido por Sainz, Leclerc e Stroll. Verstappen tomou um susto, avançando com a décima colocação. Depois dele foram eliminados Tsunoda, Gasly, Magnussen, Bottas e Ocon.
DEMISSÕES EM MASSA – A Alpine, destaque-se aqui, vive um momento de crise. Otmar Szafnauer, o chefe, deixa o time domingo. A equipe informou antes do início das atividades que o engenheiro romeno-americano será substituído, de forma interina, por Bruno Famin. Szafnauer veio da Aston Martin no começo de 2022, mas no ano passado caiu em desgraça quando perdeu Oscar Piastri para a Mclaren. O diretor-esportivo Alan Permane, 34 anos de Renault, também foi mandado embora. E o diretor-técnico Pat Fry também fez as malas. Assume a Williams em novembro.
A direção atrasou em alguns minutos o início do Q3, que seria disputado pelas cinco duplas das cinco melhores equipes da temporada: Red Bull, McLaren, Aston Martin, Ferrari e Mercedes. Só gente grande. O asfalto já estava seco, ao menos no trilho por onde era recomendável passar. Um sol tímido se insinuava entre as nuvens das Ardenas.
A primeira leva de voltas rápidas viu um Leclerc todo espevitado fazendo 1min47s931, 0s128 mais rápido que Verstappen. Com a pista melhorando rapidamente, todos deixaram para sair dos boxes em cima do laço na segunda tentativa, e aí o holandês chutou o balde, metendo quase um segundo no segundo colocado. Mesmo sabendo que vai largar em sexto, comemorou.
A troca de câmbio foi estrategicamente feita pela Red Bull porque mesmo perdendo posições no grid Verstappen tem todas as condições de vencer domingo. Além de ter um carro melhor e estar pilotando de forma exuberante, a corrida acontece numa pista que oferece muitos pontos de ultrapassagem. É só ter paciência. Esperar umas quatro ou cinco voltas e correr para o abraço. Ainda mais se a prova for disputada no seco.
O grid para domingo, portanto, terá Leclerc na pole (pela 20ª vez na carreira e segunda no ano), com Pérez ao seu lado da primeira fila. Em terceiro virá Hamilton, seguido por Sainz, Piastri, Verstappen, Norris, Russell, Alonso e Stroll. Aí embaixo, os tempos de hoje na classificação.
Mas antes de pensar na corrida principal, a turma terá de se preparar para o sábado de Sprint, que começa com a classificação curtinha, o Shootout. A sessão define o grid da minicorrida e começa às 7h de Brasília. Às 11h30 será dada a largada da terceira Sprint do ano, que terá 15 voltas. Lembrem-se que essa prova curta dá pontos aos oito primeiros colocados, mas não interfere mais no grid de domingo.
Às 19h chegamos com o “Fórmula Gomes” lá no YouTube. Até!
