SÃO PAULO (isso, isso, isso!) – Com os dois campeonatos decididos e um piloto caseiro que não anda nada, não poderia ser mais modorrenta a sexta-feira do GP do México. Se alguém se divertiu na abertura dos trabalhos no autódromo Hermanos Rodríguez, foram os novatos que andaram no primeiro treino livre. E foi uma festa de jardim de infância: Isack Hadjar (AlphaTauri), Théo Pourchaire (Alfa Romeo), Frederik Vesti (Mercedes), Oliver Bearman (Haas) e Jack Doohan (Alpine). Vocês já sabem, claro, que todas as equipes devem oferecer dois treinos livres para a garotada ao longo da temporada. Quase todas deixam para o fim do ano, quando as coisas estão resolvidas.
Pourchaire, coitado, teve problemas técnicos na Alfa Romeo e nem chegou a fechar volta. Mas os demais saíram de seus carros com sorrisos de orelha a orelha. “Foi o melhor dia da minha vida!”, resumiu o franco-argelino Hadjar. Abaixo, uma pequena galeria de fotos da molecada, para a posteridade.
Agora, aos adultos.
Verstappen foi o mais rápido nos dois treinos livres que aconteceram numa tarde abafada com uma ameaça de chuva nos últimos 15 minutos da segunda sessão. Veio tão fraquinha que nem molhou a pista. Zero. Ninguém sequer abriu guarda-chuva nas arquibancadas lotadas do circuito mexicano.
O tempo de Max no segundo treino: 1min18s686. Dele até o 16º, Pierre Gasly (Alpine), apenas 0s959. Menos de um segundo. Oh, como a F-1 é equilibrada.
Não é. Pista curta dá nisso: tempos próximos, falsa sensação de equilíbrio. Será assim também em Interlagos, semana que vem.
De qualquer maneira, a McLaren, com Norris, mostrou de novo que é a segunda força da segunda metade do campeonato. O inglês ficou a 0s119 do holandês da Red Bull. O terceiro foi Leclerc, da Ferrari, seguido por Bottas (!), da Alfa Romeo, Pérez (o anti-herói local, a 0s302 do companheiro), Ricciardo (!!), com a AlphaTauri e, fechando os dez primeiros, Hamilton (Mercedes), Ocon (Alpine), Piastri (McLaren) e Russell (Mercedes).
Algumas caixinhas, agora, para fechar o dia.
200 CORRIDAS – Nico Hülkenberg completa neste fim de semana 200 GPs na F-1. O alemão, 36 anos, estreou em 2010 pela Williams. Fez uma pole em Interlagos, quase um milagre. Está em sua sétima equipe. Não perca a conta, pela ordem de corridas disputadas: Force India (78), Renault (62), Williams (19), Sauber (18), Haas (18), Racing Point (2) e Aston Martin (2). Seus melhores resultados: três quartos lugares (Bélgica/2012, Coreia do Sul/2013 e Bélgica/2016. Não, nunca chegou ao pódio. Sim, é o piloto que disputou mais GPs na história sem subir ao pódio. Mas é bonzinho.
MUDA, SPRINT – Christian Horner assumiu a ponta na lista de gente que critica as corridas Sprint. O chefe da Red Bull disse que eventos como o de Austin, sábado passado, são “uma piada”. Ruins, sem competição e com uma anomalia absurda, segundo ele, que é o regime de Parque Fechado depois de apenas um treino livre. Concordo.
BODYGUARD – Verstappen está andando com seguranças no México. A Red Bull decidiu proteger o piloto depois das vaias que sofreu nos EUA, que partiram de torcedores mexicanos inconformados com a trolha que Pérez leva dele há anos. Até agora, nada de mais sério aconteceu.
Amanhã tem mais uma sessão de treinos livres às 14h30. Às 18h sai o grid do GP do México, 19ª etapa do Mundial. Que não acaba nunca… Depois desse ainda tem Brasil, Las Vegas e Abu Dhabi.
