
SÃO PAULO (é cedo) – Nem precisava de tanta foto, até porque nem foto é. São imagens geradas por computador e distribuídas hoje pela FIA. Trata-se da carinha da F-1 para 2026, com a divulgação do regulamento técnico que, agora, está completo com a definição de parâmetros para os chassis. Claro que daqui a um ano e meio os carros de verdade serão diferentes. Para isso servem os engenheiros e projetistas. Mas alguns padrões terão de ser respeitados. E vamos às novidades de 2026.
MOTORES – Metade da potência terá geração elétrica e a outra metade virá do motor a combustão. O MGU-H, dispositivo que armazena energia e produz potência através da velocidade do turbo, está extinto. Fica o V6 de 1.600 cm3 a combustão associado ao MGU-K, que alimenta as baterias pela energia gerada pelas frenagens. De acordo com a FIA, a geração de potência por eletricidade aumentará 300% quando comparada ao que se tem hoje. Seis fabricantes estão homologados para 2026: Ferrari, Mercedes, Renault, Honda, Ford e Audi.
COMBUSTÍVEL – 100% renovável. Não será mais permitido o uso de combustíveis fósseis, derivados do petróleo. Pode-se usar o que for, desde que se encaixe na categoria “sustentável”: etanol, seiva de mamona, chorume de lixo orgânico, veneno de sapo, produtos sintéticos, biocombustíveis, mas nada que seja extraído da natureza para não mais voltar.
PNEUS – Os dianteiros perdem 2,5 cm na largura. Os traseiros, 3 cm. Rodas continuam sendo de 18 polegadas.
MAIS LEVE, MAIS ESTREITO, MENOR – O peso mínimo cai de 798 kg para 768 kg. A largura cai de 2 m para 1,90 m. O entre-eixos cai de 3,6 m para 3,4 m.
AERODINÂMICA – A pressão aerodinâmica diminui 30%. O arrasto, 55%. Isso porque as asas dianteiras serão 10 cm mais estreitas e os assoalhos perdem 15 cm na largura. Asas dianteiras e traseiras serão “ativas” (leia abaixo). Os arcos sobre as rodas serão eliminados.
ASA MÓVEL – Acaba o sistema atual de DRS, com trechos específicos em cada circuito para abertura da asa móvel desde que a diferença entre os carros seja menor que 1s. Agora as asas podem ser abertas quando e onde os pilotos quiserem, tanto as dianteiras quanto as traseiras. Serão dois “flaps” na frente e três atrás — os elementos aerodinâmicos. No que será chamado de X-mode, os pilotos abrem as asas e reduzem o arrasto e a pressão aerodinâmica. No Z-mode, eles aumentam a carga aerodinâmica nas curvas.
MOM – Sigla para Manual Override Mode. Na prática, um botão de ultrapassagem que vai despejar mais potência por determinado tempo numa volta para ajudar nas ultrapassagens. Ainda não foram definidos detalhes como tempo de uso e quanto de potência será liberada.