
SÃO PAULO (merecido) – Não chega a ser novidade para os leitores deste blog, já que na terça-feira retrasada demos a notícia aqui. Mas sempre é bom registrar os anúncios oficiais. A Haas confirmou Oliver Bearman para o lugar de Hülkenberg no ano que vem, e além — contrato provável de três anos, na modalidade 2 + 1. O inglês de 19 anos corre na F-2, pela Prema, e semana passada venceu sua primeira corrida na temporada, na Áustria.
Bearman fez dois treinos livres em finais de semana de GP pela Haas no ano passado, mais um dia de testes em Abu Dhabi ao fim do campeonato. Desde novembro de 2021 é piloto da Academia da Ferrari, que cuida de seus passos. Neste ano, todos lembram, foi chamado às pressas em Jedá para o lugar de Sainz, que teve apendicite. Fez um treino livre, se classificou em 11º e foi para a corrida. Chegou em sétimo, com incrível tranquilidade. Ali agarrou a chance que a vida lhe deu.
O jovem fará mais quatro treinos livres neste ano — já andou em Ímola e Barcelona. Vai para a pista amanhã em Silverstone, e depois em Budapeste, no México e em Abu Dhabi. Chegará razoavelmente preparado para sua temporada de estreia integral — tecnicamente, não é mais um debutante.
Boa escolha da Haas. As vagas estão sendo preenchidas, como se vê abaixo. Esse não era um movimento inesperado, e a grande dúvida segue sendo a Sauber/Audi. Na Williams e na própria Haas deveremos ter Ocon e Bottas. Não necessariamente nessa ordem. Magnussen corre por fora para tentar ficar. Mas não é muito fácil. E ele tem feito muitas bobagens. De qualquer maneira, não deve ser descartado.
Na Mercedes, o lugar deverá ser de Kimi Antonelli — é ele ou Verstappen, tarefa não muito simples, mas em andamento. A renovação que muita gente pede se dá assim, aos poucos. Lawson será outro novato, na filial da Red Bull, no lugar de Ricciardo. É possível que chegue mais alguém. Dos 20 deste ano, talvez quatro percam o lugar — Ricciardo, Sargeant, Zhou e Magnussen.
É assim que a banda toca.