Mercedes, McLaren, Red Bull: quem é a atual terceira força?
POÇOS DE CALDAS (na fumaça) – A F-1 voltou e prestem bem atenção: a Red Bull não é mais aquela. Mesmo. E é incrível, dada a maneira como começou este campeonato — quatro vitórias nas cinco primeiras corridas. Verstappen será campeão. Fez a tal gordurinha na tabela, tem 78 pontos de vantagem sobre o vice-líder Norris, e nem Mercedes nem McLaren podem se considerar hegemônicas neste momento. Essa alternância das equipes rivais será a maior aliada do holandês nas dez provas finais da temporada. E Max, creiam, vai torcer para a Ferrari dar uma melhoradinha, também.
Os treinos para o GP da Holanda, hoje, começaram com chuva e pista molhada, mas o tempo virou rapidamente e boa parte da primeira sessão aconteceu já com a pista seca. No segundo treino livre, sol e apenas o vento para incomodar. Vejam acima, nas artes das equipes para suas redes sociais. Mercedes com primeiro e terceiro. McLaren com segundo e quarto. Verstappen em quinto. E com um carro que parece ter estacionado no desenvolvimento, Pérez, que fez um início de Mundial bem aceitável, despencou de vez.
Não houve grandes surpresas na sexta-feira. Alguém haverá de dizer que Sainz não deveria estar na rabeira, nem Hülkenberg. Mas o espanhol quebrou o câmbio e mal treinou. Já o alemão bateu de leve no início da sessão e também foi mais cedo para os vestiários. No mais, o de sempre. A Ferrari que não quebrou muito discreta, com Leclerc em nono, a Aston Martin flertando com o top-10 com seus dois pilotos, Tsunoda na frente de Ricciardo. Nada de novo no reino dos Países Baixos.
O dia foi marcado pela confirmação de mais um piloto para 2025: Jack Doohan, 21 anos, na Alpine. O australiano é piloto reserva da equipe há dois anos. Filho do lendário Mick Doohan, cinco vezes campeão mundial de moto nas 500cc, é o primeiro graduado da Academia da Alpine para a F-1. Foi vice-campeão da F-3 em 2021 e terceiro na F-2 no ano passado, com seis vitórias e cinco poles em duas temporadas na categoria.
Assim, restam apenas três vagas para serem preenchidas para o ano que vem: uma na Mercedes, uma na Sauber/Audi e uma na Cadê a Maquininha?, a filial da Red Bull. Kimi Antonelli é o favorito no time alemão. Liam Lawson deve correr na equipe B dos energéticos. E na Audi é que está a maior interrogação. Bottas faz campanha para ficar por lá. Mas não arrisco nenhum palpite, a essa altura. As coisas são meio esquisitas na Audi.
