
SÃO PAULO (overdose) – Este GP poderia ser chamado de GP do Senna, em vez de GP de São Paulo. Rigorosamente todas as atividades no entorno do evento têm como tema único o ex-piloto morto de 1994. Sua imagem está por todos os cantos. O nome Senna, cuidadosamente elaborado pela Senna Brands, também.
Selecionei algumas, para que vocês saibam mais ou menos o que está acontecendo em São Paulo por esses dias. Não vou dizer exatamente o que penso disso tudo por enquanto, porque aqui não pode.
HAMILTON – Chegou com Senna na camiseta e mandou pintar um capacete verde e amarelo com o S no cocuruto, e é ele que vai guiar, no sábado, o McLaren de 1990 com o qual Senna foi campeão mundial.
VETTEL – Foi a um centro de reciclagem na zona sul da cidade, juntou uns cacarecos e fez — adivinhem! — um capacete do Senna, que foi levado ao S do Senna para que todos os pilotos tirassem uma foto na obra. Sebastian usava uma camiseta do Senninha.
ARTE PURA – A carranca de Senna que fica no Setor A de Interlagos, segundo informações da assessoria da Senna Brands, foi “restaurada”. O painel do artista Kobra que decora a empana da torre de controle também. A obra mostra Senna levantando um troféu.
PROST – Deu uma entrevista à assessoria da Heineken, que vai ter uma área em sua “village” dedicada a Senna. O ex-companheiro do brasileiro disse que tinha ciúmes de Senna porque ele era amado no Brasil. E ele, Prost, não tinha o mesmo reconhecimento dos franceses. Encerra a entrevista dizendo que gostaria de tomar uma cerveja com Senna.
AUDI – A marca alemã, que chegou ao Brasil pelas mãos de Senna em 1993, está procurando com satélites, foguetes e discos-voadores curvas nas estradas do Brasil que se pareçam com o S do Senna. Já encontrou uma em Urubici (SC) e agora essa aí em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo.