SÃO PAULO (tem água) – O dia começou cedo na zona sul da capital paulista. Seis da matina e já estava aqui dentro. Hoje com alguma tranquilidade no trânsito. Mas já prevendo que o povo lá fora, que forma filas gigantescas, vai sofrer. Muita gente não vai conseguir ver a classificação, que começa às 7h30.
A tempestade de ontem se foi, o domingo amanheceu nublado, os termômetros não chegam nos 20°C, mas a pista está bem molhada. Muito, mesmo. E chove forte, neste momento.
De qualquer forma, vamos aproveitar a calmaria desta plácida manhã paulistana na capital paulista para pingar algumas informações desimportantes e outras de alguma relevância.
RECORDE – Começamos com um recorde interessante. Amanhã, quando acordar, Max Verstappen completará 897 dias consecutivos como líder do Mundial de F-1. Desde o GP da Espanha realizado na agradável Montmeló no dia da graça de 22 de maio de 2022, o holandês ponteia a tabela. E aconteça o que acontecer hoje no GP da Capital Paulista, seguirá na frente. Assim, o rapaz superará o recorde que pertence a Michael Schumacher, que liderou o campeonato por 896 dias entre 24 de setembro de 2000, quando superou Mika Hakkinen e assumiu a primeira posição no GP dos EUA, e 9 de março de 2003, abertura do Mundial na Austrália — vencido por David Coulthard, então da McLaren.
JÁ TEVE ANTES – Como se vê no quadrinho acima, esta será a sexta vez na história em que o grid de um GP será definido num domingo. E nas cinco anteriores apenas pilotos alemães conseguiram a pole-position. O único alemão do grid hoje é Nico Hülkenberg, da Haas. Curiosamente, sua única pole foi conseguida em Interlagos, pela Williams, em 2010. E foi daquelas surpresas de quebrar a banca.
TROFÉU QUE CHOVE – Esse objeto circular na foto da direita é o troféu do GP da Capital Paulista que será entregue aos três primeiros hoje. De acordo com as informações disponíveis, sua principal atração é “chover”. A Lenovo, patrocinadora da corrida, criou um sistema de sensores que fazem com que luzes simulem chuva (!) quando o troféu é colocado em torno do pescoço (!) do piloto.
BORTOLETO – Tem sete anos, desde a saída de Felipe Massa da Williams, que a única pergunta que me fazem nas ruas, bares, restaurantes, academias, ônibus, metrô, avião, elevadores e blocos de carnaval é: quando vai ter um brasileiro de novo na F-1? Bem, ao que parece será no ano que vem. Como o Grande Prêmio noticiou com exclusividade, trazendo detalhes de seu iminente rompimento com a McLaren, ele deverá ser anunciado em breve pela Audi como titular da Sauber no ano que vem. Para quem não sabe, a Sauber foi comprada pela Audi e assumirá o nome da montadora alemã a partir de 2026. Bortoleto lidera a F-2, cuja temporada termina com duas rodadas duplas no Catar e em Abu Dhabi.
GOSTEI – Nesse oceano de bobagens, cascatas e — por que não dizer? — mentiras sobre Ayrton Senna que vêm sendo publicadas, ditas, distribuídas, declamadas e chutadas nas últimas semanas, o perfil oficial da F-1 no Twitter mandou hoje o que de mais bacana vi sobre o piloto. Essa imagem aí em cima do Escort XR3 que a Ford lhe emprestou para ficar batendo perna pelos idos de 1984 ou 1985. E NÃO PENSE QUE NÃO VI QUE ESTÁ FALTANDO UMA PONTEIRA DO PARA-CHOQUE, VIU RAPAZ? Barbeiro.
HOMENAGEM – Falando em Senna, a homenagem prevista para ontem e obviamente cancelada por causa do toró que desabou sobre a capital paulista talvez aconteça hoje às 10h, entre a classificação e a corrida. Trata-se da volta que Lewis Hamilton dará em Interlagos com o McLaren de 1990.