SÃO PAULO (tô dizendo…) – Lições que a Sprint de agora há pouco na China deixou:
1) A alternância de vitórias será grande, neste ano, como seu amiguinho aqui vem falando desde antes de começar o campeonato.
2) Lewis Hamilton se encontrou mais rápido do que se imaginava, ao contrário do que o amiguinho aqui falou depois da Austrália.
3) Os carros da McLaren são bons, sim, mas quando não têm ninguém na frente. No tráfego, seus pneus acabam muito rápido.
4) Yuki Tsunoda vai acabar sendo promovido para a Red Bull. Terminou em sexto, na frente de uma Mercedes e de uma McLaren, 22s à frente de Liam Lawson. Para que serve um Liam Lawson?
Vamos à corridinha. Mas, antes do relato, como prega o bom jornalismo, o primeiro parágrafo que conta tudo:
Lewis Hamilton venceu a corrida Sprint do GP da China, segunda etapa do campeonato. Foi a primeira prova curta da temporada, que terá seis no total. O inglês da Ferrari nunca tinha ganhado uma Sprint, nem a equipe italiana. Oscar Piastri, da McLaren, foi o segundo. Max Verstappen, da Red Bull, o terceiro. Fecharam a zona de pontos George Russell (Mercedes), Charles Leclerc (Ferrari), Tsunoda (Acho que o Chip Tá com Defeito), Kimi Antonelli (Mercedes) e Lando Norris. Nas Sprints, só os oito primeiros marcam. O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou em 18º.
Pronto, isso bastaria. Mas teve uma ou outra coisinha.
Na largada, Norris foi engolido por três carros, caindo de sexto para nono. Uma primeira volta terrível, daquelas que nos bons tempos daria anotação na caderneta. Russell passou Leclerc e se instalou em quarto. E, na frente, Lewis, Max e Piastri mantiveram a ordem que haviam estabelecido na classificação.
Na segunda volta, o vermelhão #44 já tinha mais de 1s sobre Verstappen, para fugir da asa móvel do holandês. O trem da zona de pontuação só se mexeu duas vezes até a quadriculada. No final da 15ª volta (eram 19), Piastri passou Verstappen, que estava com seus pneus em petição de miséria. E, na última, Norris superou Lance Stroll, da Aston Martin, para ficar com o último pontinho do dia.
Não houve muitas emoções no sábado ensolarado de Xangai, apesar do segundo trenzinho da prova, lá no fundão. Era uma galera andando muito próxima com Bortoleto, Hadjar, Gasly, Ocon, Sainz, Doohan, Lawson, De Cesaris, Boutsen, Alboreto, Nannini e não sei mais quem. O francês da Alpine se divertiu e passou meio mundo. Mas terminou em 12º, posição que não dá ponto nenhum. E seu companheiro Doohan tocou em Bortoleto no fim, fechando a corridinha em último. A chapa já está quente para o australiano e logo, logo Flavio Briatore vai mandá-lo passear para promover Franco Colapinto a titular.
Hamilton ganhou com quase 7s de vantagem sobre o papaia australiano. Foi a 19ª Sprint da história, formato inaugurado em 2021. Verstappen ganhou 11 delas. Os outros seis vencedores estão muito longe do holandês nessa estatística: Valtteri Bottas e Piastri ganharam duas cada, Russell, Sergio Pérez, Norris e Hamilton, uma.
Na entrevistinha pós-corrida, Lewis elogiou a equipe, a torcida, a pista, o país, o continente, o clima, o sol, a lua, o céu azul e o frango xadrez que comia em Londres quando ainda não era vegano. Disse que todo mundo pegou muito pesado com ele e com a Ferrari depois do mau resultado de Melbourne e que não sente pressão nenhuma para fazer nada nessa altura da vida. “Um passo de cada vez”, falou, com propriedade. “O próximo é a classificação.”
Que começa às 4h, formando o grid do GP da China. Até mais.
