Blog do Flavio Gomes
F-1

LA PACE È FINITA! (1)

SÃO PAULO (acabou a paciência!) – A torcida da Ferrari está de saco cheio. A equipe gasta os tubos, contrata um piloto como Lewis Hamilton, promete mundos e fundos e… E não acontece nada. O primeiro GP europeu da temporada acontece em Ímola, na Itália. Pertinho da fábrica de Maranello. O povo se veste de […]

Piastri na frente: só dá McLaren

SÃO PAULO (acabou a paciência!) – A torcida da Ferrari está de saco cheio. A equipe gasta os tubos, contrata um piloto como Lewis Hamilton, promete mundos e fundos e… E não acontece nada. O primeiro GP europeu da temporada acontece em Ímola, na Itália. Pertinho da fábrica de Maranello. O povo se veste de vermelho, compra bonés e bandeiras, enche o autódromo e… E não acontece nada. Já estou vendo o dia em que as organizadas ferraristas picharão os muros de Maranello: “Acabou a paz!”

Enquanto isso não acontece, a McLaren nada de braçada. Hoje, ficou em primeiro e segundo nos dois treinos livres para o GP da Emilia-Romagna, ex-San Marino. Oscar Piastri foi o mais rápido em ambos. O perturbado das ideias Lando Norris ficou em segundo. Já está entrando em parafuso.

Abaixo, os tempos das duas sessões. Volto em seguida.

Notem que na primeira sessão (com sol, céu azul, 18°C) a diferença entre os dois foi de apenas 0s032. Na segunda, 0s025. Na primeira, Carlos Sainz, George Russell e Lewis Hamilton também ficaram perto do australiano, menos de um décimo de segundo. Franz Hermann já ficou um pouco mais distante, a 0s360.

Quem?

A F-1 faz seus gracejos. Na semana passada, Max Verstappen foi experimentar a pista antiga de Nürburgring numa Ferrari de GT3. Ele já disse que quando parar com a F-1 quer fazer umas corridas de longa duração. Quem sabe as 24 Horas no Nordschleife. Aí inventou um nome de piloto para colocar o nome no carro: Franz Hermann. Um nome tipicamente alemão. Fazendo graça, todo mundo sabia que era ele. Vejam o carro:

Franz Hermann em Nürburgring: recorde da pista

Não tem nem como disfarçar, claro. Dizem que ele bateu o recorde da pista. Baixou dois segundos a marca anterior com carros do mesmo tipo. Que ninguém duvide. Aí, hoje, na tabela de tempos do primeiro treino livre postada nos perfis da F-1, em vez de Verstappen apareceu o nome de… Hermann!

Bom, todos já rimos da piadinha, agora falemos sério: a Red Bull e Verstappen estão em maus lençóis, mesmo. O campeonato está apenas na sétima etapa e as chances de o time austríaco voltar a fazer frente aos carros papaia residem numa reviravolta técnica improvável. Max tira leite de pedra, mas não todo dia. E a temporada é longa.

No segundo treino livre (sol, 20°C), Piastri e Norris ficaram separados por meros 0s025. Desta vez, o terceiro colocado, o surpreendente Pierre Gasly, da Briatore Racing, ficou a 0s276 de Oscar. E ainda atropelou uma lebre. Ferrari? Sexto com Charles Leclerc e 11º com Hamilton. Ambos reclamando dos freios. Registrado.

Notícias do dia, agora, na base de caixinhas:

BATIDAS & RODADAS – Dois incidentes interromperam os treinos com bandeiras vermelhas hoje. Na primeira sessão, faltando menos de três minutos para o final, Gabriel Bortoleto bateu na Rivazza. Nada muito sério, só quebrou a asa dianteira. Estava numa boa nona posição, no momento. Foi seu melhor treino livre até agora na F-1. Andou normalmente na segunda sessão, que foi interrompida a seis minutos do fim quando Isack Hadjar atolou na área de escape da Tamburello.

400 & 600 – Duas equipes comemoram marcas importantes e redondas em Ímola. A Red Bull chega a 400 GPs desde a estreia, em 2005. Teve bolo na garagem. Já a Sauber, cujo nome desaparece da face da Terra no ano que vem, chega a 600 largadas. Sua primeira temporada na categoria foi a de 1993. Esses números incluem suas participações como BMW e Alfa Romeo — o time emprestou sua estrutura para as duas marcas ao longo dos anos, tipo barriga de aluguel.

Para terminar, um passeio pelo paddock da primeira prova europeia da temporada. É quando as equipes mostram seus motorhomes, que ainda levam este nome, mas há muito deixaram de ser casas sobre rodas. Antigamente eram caminhões ou ônibus com um puxadinho para colocar mesas, cadeiras e umas comidinhas. Hoje são verdadeiros edifícios para receber convidados, patrocinadores, jornalistas, bicões e outros anexos.

É bom para comer de graça. Abaixo, uma pequena galeria de algumas dessas estruturas que são usadas apenas nas corridas da Europa, porque são transportadas — aí sim — sobre rodas.