Blog do Flavio Gomes
F-1

CANA-DEU (1)

SÃO PAULO (freezing) – George Russell foi o mais rápido do primeiro dia de atividades para o GP do Canadá, em Montreal. O inglês da Mercedes fez a melhor volta do segundo treino livre em 1min12s123, 0s028 à frente de Lando Norris, da McLaren, o segundo colocado. Kimi Antonelli, coleguinha de Russell na Mercedes, ficou […]

SÃO PAULO (freezing) – George Russell foi o mais rápido do primeiro dia de atividades para o GP do Canadá, em Montreal. O inglês da Mercedes fez a melhor volta do segundo treino livre em 1min12s123, 0s028 à frente de Lando Norris, da McLaren, o segundo colocado. Kimi Antonelli, coleguinha de Russell na Mercedes, ficou em terceiro a 0s288 do amiguinho mais velho. O líder do Mundial, o falante Oscar Piastri, terminou o dia em sexto. “Foi uma merda, né Oscar?”, falou um cara para ele no paddock. “Sim”, respondeu.

Foi uma sexta-feira de poucos aci/incidentes no circuito Gilles Villeneuve. No primeiro treino livre, com 15 minutos de bola rolando, Charles Leclerc errou a freada na curva 3 e foi direto no muro. Arrebentou o carro de um jeito que nem conseguiu participar do segundo treino livre. A Ferrari teve de trocar até o cockpit e deve estar trabalhando até agora para montar um carro novo.

A segunda batida do dia foi de Lance Stroll, com sete minutos do segundo treino livre. Não tinha tempo de volta, ainda. Bateu sozinho, ao raspar a roda esquerda no muro antes do cotovelo que leva à última reta do traçado. A suspensão quebrou. Ele quis levar o carro de volta para os boxes, mas o engenheiro disse que não podia. Estacionou onde dava. Sujeito estranho, esse Stroll. Fez de tudo para correr no Canadá, depois de desistir da prova de Barcelona. Operou o punho, deve estar cheio de dores. E bate logo no começo de uma sessão. Pelo menos antecipa o começo da fisioterapia.

Os treinos aconteceram com sol e temperaturas entre 17°C e 19°C em Montreal. Para o canadense médio, um calor de fritar ovo no asfalto. Mas na vida real, é friozinho. Por isso a Mercedes andou bem. Quanto mais quente, pior para os carros prateados. Por isso, o time alemão tende a conseguir alguma coisa nessa corrida. Na primeira sessão, Max Verstappen ficou com o melhor tempo, 1min13s193. Apenas a dupla da Williams andou perto dele: Alexander Albon a 0s039, Carlos Sainz a 0s082.

No segundo treino livre, Albon foi o quarto e Sainz, o sétimo. Indica que a equipe deve andar direitinho no Canadá. Quem também andou direito foi Gabriel Bortoleto, 13º com a Sauber. O carro do time suíço verde-alface melhorou bem desde o GP da Espanha, quando estreou suas atualizações. Gozado como alguns termos ganham corpo na F-1. “Atualizações.” Antes a gente atualizava o computador. Agora, carros. Que seja.

Aí embaixo estão os tempos da segunda sessão. Notem que do primeiro ao 16º, Oliver Bearman, da Haas (que está chegando ao seu 200º GP com uma pintura comemorativa, igual à de 2016, que é igual à de 2025), apenas 0s957 separam os pilotos. O último colocado, Franco Colapinto, da Alpine, ficou a 1s775. O argentino perdeu o viço. Rodou duas vezes, uma em cada treino. Seu cockpit está ameaçado. Já andam falando até em Valtteri Bottas na equipe francesa.

Não foi lá um dia muito empolgante. Amanhã sai o grid a partir das 17h. Em 43 GPs do Canadá disputados em Montreal, 21 foram vencidos pelo pole-position, metade. Largar na frente não é decisivo na pista canadense, cheia de pontos de ultrapassagem e repleta de imprevistos que costumam dar em safety-car. Antes da classificação, o terceiro treino livre acontece às 13h30, pelo horário de Brasília.

Notícias quentes? Só a da caixinha abaixo.

Coletta e Vasseur: boatos na Ferrari

PRESTIGIADO – De acordo com a imprensa italiana, Frédéric Vasseur está na marca do pênalti. A cúpula da Ferrari teria dado a ele três corridas para apresentar resultados – foram só três pódios neste ano, todos de Leclerc, e uma vitória em Sprint de Hamilton. A equipe está em segundo lugar no Mundial de Construtores, mas a diferença para a McLaren é de gigantescos 197 pontos. Antonello Coletta, que comanda a operação da marca no WEC (venceu as duas últimas 24 Horas de Le Mans), poderia ser seu substituto.