SÃO PAULO (#congressoinimigodopovo) – Lando Norris tem até arquibancada para seus torcedores em Silverstone neste fim de semana. Se chama “Landostand” e está cheia de gente com camiseta amarela “marca-texto”, aproveitando o solzão deste verão europeu. Que na Inglaterra nem é tão quente assim. Ontem um amigo de Eisenach mandou uma foto do termômetro da cidade na Alemanha: 38°C. Hoje, onde começaram os treinos para a 12ª etapa do Mundial, fez 25°C. Para os ingleses, uma fornalha. Para o resto da humanidade, delicinha.
E o inglês da McLaren, que está pintada de mezzo cromada e mezzo papaia na corrida de casa, não decepcionou. Fechou a sexta-feira com o melhor tempo, 1min25s816. Foi o único a andar abaixo de 1min26s. A Ferrari, alvíssaras!, começou bem o fim de semana e ficou com Charles Leclerc em segundo e Lewis Hamilton em terceiro.
Os tempos estão aí embaixo. Clique na imagem para ver em tamanho maior, com as diferenças de tempo, número de voltas e tudo mais.
No primeiro treino livre, Hamilton já tinha ficado em primeiro com 1min26s892, seguido por Norris, a 0s023 dele, e Oscar Piastri em terceiro. O líder do Mundial, como na Áustria, começou este GP discretamente. Max Verstappen fora apenas o décimo, a 0s540 do inglês da Ferrari. E Gabriel Bortoleto terminou em último a 1s505, mas explica-se: torrou seu jogo de pneus macios com uma rodada dupla que estragou a borracha; sua melhor volta foi feita com pneus médios, mais lentos.
O segundo treino livre começou com todo mundo andando de pneus médios, para estudar o que fazer na corrida. Amanhã e depois a temperatura cai um pouco e a previsão é de dias nublados, com poucas chances de chuva. A estratégia padrão para Silverstone é de duas paradas para troca de pneus.
Na segunda metade da sessão a turma começou a colocar os pneus macios para virar tempo e ver o que será possível na hora de sentar o pé na definição do grid. Foi aí que a McLaren voltou à ribalta, com Norris fazendo o melhor tempo do dia. A Ferrari seguia bem, com Leclerc e Hamilton atrás dele nas primeiras voltas rápidas, e assim terminou o dia. Verstappen, por sua vez, continuava mal, apanhando do carro e quase sem ânimo para reclamar – a lista de queixas duraria mais do que o tempo de uma volta e ele optou por ficar quieto. No fim, ficou a 0s498 de Lando, em quinto.
Surpresas nesta sexta-feira? Não muitas. No primeiro treino livre, dois novatos andaram. Paul Aron, emprestado pela Alpine, treinou com a Sauber e ficou em 17º. Arvid Lindblad, no carro da Red Bull, foi o 14º. Tudo normal. No segundo treino, pode-se dizer que Lance Stroll, em sétimo, foi uma novidade. Mas em geral o canadense não repete o desempenho no sábado, quando é definido o grid. E despenca lá para o fundão. A Mercedes andou mal (Kimi Antonelli em sexto e George Russell em oitavo), mas deve melhorar com o friozinho de amanhã.
Bortoleto ficou em 13º na segunda sessão, à frente de seu companheiro de Sauber Nico Hülkenberg. Também não é nenhuma raridade, o brasileiro tem conseguido superar o alemão em treinos. A dupla da equipe verde-alface deve passar com facilidade ao Q2 na classificação, já que Alpine e Haas, hoje, se encontram na rabeira do grid. Além dessas duas equipes, a Williams parece ter andado para trás e Yuki Tsunoda, com o outro carro da Red Bull, não sai do lugar.
Portanto, deve sobrar vaga no Q2 para quem acertar uma volta direitinho, e a Sauber melhorou muuto de Barcelona para cá. A meta do time de Bortoleto, sim, é colocar pelo menos um carro no Q3. Aí a tarefa é um pouco mais complicada, mas está longe de ser impossível.
A classificação, amanhã, será realizada às 11h de Brasília. Antes, às 7h30, tem o terceiro treino livre. Agora, umas caixinhas.
PLANO B – Christian Horner foi perguntado na coletiva de chefes de equipe, ao lado de Zak Brown, quem contrataria para a Red Bull se Verstappen saísse da equipe para a Mercedes, como se especula cada vez mais intensamente no paddock. “Oscar Piastri”, respondeu, na lata. Zak, se pudesse, dava uma cotovelada nele. Mas ficou quieto.
CHEFIA NOVA – A Alpine contratou Steve Nielsen, britânico de 61 anos, como novo diretor executivo para o lugar de Oliver Oakes, que deixou o time há alguns meses sem maiores explicações. Nielsen já trabalhou na Lotus, Honda, Tyrrell, Toro Rosso, Arrows, Williams e Caterham. Na Renault e na Benetton também, tendo feito parte do time bicampeão com Alonso em 2004 e 2005 – ao lado de Briatore. De 2017 a 2023 trabalhou na Liberty e na FIA como diretor esportivo.
