
MOGI MIRIM (amanhã sou eu) – No duelo interno da McLaren, hoje na Holanda, deu Oscar Piastri. Depois de um breve jejum de cinco corridas sem largar na posição de honra, o líder do Mundial fez sua quinta pole na temporada. Foi por quase nada, 0s012 de vantagem sobre Lando Norris. O samba de uma nota só de 2025 segue amanhã com a corrida, a 15ª do ano. Um dos dois vence. O resto aplaude.
O grid de Zandvoort teve uma surpresa, o francês Isack Hadjar, da Pode Pagar com Pix, em quarto. À frente dele, Max Verstappen, da Red Bull. Gabriel Bortoleto, da Sauber, não conseguiu ir ao Q3 e larga da 13ª posição. O GP da Holanda começa às 10h de Brasília e terá 72 voltas.
O sol apareceu no início da tarde em Zandvoort e ninguém mais falou em chuva no sábado, que começara com Norris fazendo o melhor tempo no terceiro e último treino livre para o GP holandês – 1min08s972 foi o tempo dele, já bem melhor que a pole do ano passado. Os termômetros marcavam 20°C. A única preocupação de todos era o vento na beira da praia. Mas era igual para todo mundo.
Com cinco minutos de sessão, Lance Stroll escapou na curva 13, uma das duas inclinadas do circuito. Rodou, foi na brita, bateu, mas conseguiu levar o carro de volta para os boxes. Estava flertando com a desgraça, o canadense – ontem já tinha batido forte na curva 3, destruindo o carro. A suspensão dianteira direita ficou danificada. Na garagem, o time ensaiou consertar o estrago, mas não daria tempo. O piloto saiu do cockpit sem volta cronometrada e larga em último amanhã.
Piastri e Norris, em suas primeiras voltas no Q1, fizeram os dois melhores tempos sem dificuldade nenhuma – 1min09s339 para o australiano, 0s131 à frente do inglês. Verstappen era o terceiro, com Fernando Alonso em quarto e Kimi Antonelli, surpreendente, em quinto. Como de costume, os últimos minutos foram de desespero total dos que estavam fora da zona de classificação para o Q2 – entre eles Bortoleto, que era o 16º. No fim, George Russell subiu para terceiro, deixando Max em quarto e Liam Lawson, outra surpresa, em quinto. Gabriel melhorou seu tempo e passou em 15º. Foram eliminados Franco Colapinto, Nico Hülkenberg, Esteban Ocon, Oliver Bearman e Stroll.
A dupla da Ferrari abriu os trabalhos no Q2 e Charles Leclerc avisou pelo rádio que uma raposa havia atravessado a pista à sua frente. Felizmente, saiu ilesa. Nem ele nem Lewis Hamilton fizeram tempos muito empolgantes – ambos na casa de 1min10s. A marca foi batida com facilidade por Russell e Verstappen logo depois, com o holandês virando em 1min09s122 na sua volta rápida, um tempo, aí sim, interessante. Na sequência veio Norris para fazer o melhor tempo do fim de semana: 1min08s874. Depois, Piastri também entrou na casa de 1min08s, apenas 0s090 menos rápido que o companheiro.
A três minutos do final, quem ainda não tinha se garantido voltou à pista para tentar algo. Outros fizeram o mesmo apenas para buscar alguma coisinha em termos de acerto de carro que pudesse ser usada eventualmente no Q3. O fato é que os 15 pilotos deixaram os boxes – o que, em Zandvoort, não ajuda muito pela pequena extensão da pista, que também é muito estreita; o tráfego é infernal.
Os tempos foram baixando e quem não conseguiu melhorar foi despencando na classificação. Assim, caíram na degola Antonelli, Yuki Tsunoda, Bortoleto, Pierre Gasly e Alexander Albon. Avançaram as duplas de McLaren, Ferrari e Meu Cartão Não Está Passando. Avulsos, representantes da Red Bull, Mercedes, Aston Martin e Williams – pela ordem, Verstappen, Russell, Alonso e Carlos Sainz.
Piastri virou 1min08s662 em sua primeira tentativa no Q3, colocando imperceptíveis 0s012 em Norris. Verstappen, na primeira bateria de voltas voadoras, ficou em terceiro a 0s386 deles. Como a F-1 costuma dizer, a McLaren estava numa outra liga. A briga pela pole era exclusiva dos pilotos papaia.
Mas nenhum dos dois conseguiu baixar seus tempos na segunda leva de voltas rápidas. Assim, o australiano chegou à quinta pole de sua carreira, todas elas neste ano. Depois da dupla mclariana ficaram Verstappen, Hadjar, Russell, Leclerc, Hamilton, Lawson, Sainz e Alonso. O grande nome do dia acabou sendo o francês da filial da Red Bull, na segunda fila. É sua melhor posição de largada na F-1. O resto foi mais ou menos normal.
Líder do Mundial com nove pontos sobre Norris, Oscar tentará ampliar essa vantagem amanhã com boas chances de vitória. Lando ganhou três das últimas quatro corridas e o australiano precisa estancar a ascensão do companheiro – que nesses quatro GPs descontou 13 pontos na classificação. Vai ser uma corrida entre os dois, o que para 2025 não é nenhuma novidade. Novidade teremos, neste campeonato, quando eles se pegarem de tapa.
Mas não é o perfil da dupla. Seja quem for o vencedor amanhã, receberá do companheiro um sorriso amarelo. Andam muito civilizados, esses moços.