
SÃO PAULO (tá metendo medo) – Vai ser duro segurar Max Verstappen nessa arrancada de fim de ano. OK, hoje foi só treino livre no México, mas o holandês segue apavorando. Fechou a sexta-feira com o melhor tempo do dia, 1min17s392, e viu seus dois adversários da McLaren penarem para encaixar boas voltas no autódromo Hermanos Rodríguez. Lando Norris foi o quarto colocado, a 0s251 do piloto da Red Bull. Oscar Piastri, que parece ter entrado em parafuso, ficou em 12º a 0s840 do rival.
Claro que tudo pode mudar amanhã, quando sai o grid da 20ª etapa do Mundial. E é claro que a McLaren, nessa altura, pode estar poupando esforços para dar o bote na hora certa – suas simulações de corrida não foram ruins. Mas o cartão de visitas está dado. Max está 40 pontos atrás de Piastri na classificação e depois da vitória em Austin parece ter se convencido de que dá para ser campeão de novo – ele já tinha quase desistido antes das férias de verão da F-1.
A sexta-feira foi de sol e calor na Cidade do México, com os termômetros na casa dos 25°C durante a maior parte do dia. Vamos pular o primeiro treino livre, já que nove equipes usaram pilotos não-titulares para cumprir a regra de dois treinos livres por carro para novatos. O único time que andou com a dupla principal foi a Sauber. Para os registros, Charles Leclerc ficou com o melhor tempo, 1min18s380. Arvid Lindblad, com o carro de Verstappen, foi o melhor novato, em sexto. Os tempos estão aí embaixo.
Na segunda sessão, com os adultos na pista (além de Kimi Antonelli), quem não tinha treinado precisou descontar o tempo perdido. E ninguém enrolou muito para deixar os boxes e começar a preparação para a corrida. Experimentar pneus era uma necessidade, considerando que a Pirelli pulou novamente um composto entre os mais macios.
A pista mexicana é complicada por causa da altitude, 2.285 m acima do nível do mar. Lá no alto é duro – Abel Ferreira que o diga; grande LDU! O ar mais rarefeito afeta quase tudo no carro: pressão aerodinâmica (por isso se usam asas enormes, apesar da reta de largada de dez segundos de pé cravado), aberturas grotescas nas laterais (para o motor e os sistemas de refrigeração admitirem mais ar), freios e turbo redimensionados e recalibrados e mais uns detalhes que não vêm ao caso.
Para os pilotos, tudo bem. O desgaste físico não deixa ninguém tonto, como os zagueiros do Palmeiras ontem à noite. É o terceiro circuito mais curto do calendário, com seus 4.304 m de extensão – só Zandvoort e Mônaco são menores. Pé embaixo do acelerador, só em 60% da distância da volta, 45% do tempo. Os trechos sinuosos são meio sacais, mas o povo no estádio adora – todo mundo passa devagar, como num desfile.
O lance, amanhã, será procurar vácuo. A reta dos boxes tem a maior distância entre o grid e a primeira freada, 767 m. Ajudas de companheiros de equipe serão bem-vindas.
Max fechou o dia na frente com 0s153 de vantagem para Leclerc, o segundo colocado. Antonelli foi o terceiro e, fechando os dez primeiros, vieram depois Norris, Lewis Hamilton, George Russell, Yuki Tsunoda, Fernando Alonso, Carlos Sainz e Lance Stroll. Gabriel Bortoleto terminou o dia em 15º, em sua primeira visita ao circuito mexicano.
A classificação, amanhã, acontece às 18h. Antes tem o terceiro treino livre, com início às 14h30. Os horários são de Taguatinga.