
CAPITAL PAULISTA (de bom tamanho) – Foi às 10h43 do dia 7 do 11 de 25 (some aí) que a Alpine anunciou a já esperada renovação do contrato de Franco Colapinto, que corre com o — surpresa! — número 43. O argentino estreou pelo time azul & rosa (tenho uma vizinha chamada, vejam só, Damarys que não entende essa equipe, aquela jumenta) em Ímola neste ano no lugar do demitido Jack Doohan, que virou Dooman na camiseta do Capital Paulista FC que lhe foi presenteada por um sei-lá-o-quê durante a semana, quando ele foi pegar onda em Porto Feliz (!). Doohan, claro, não volta nunca mais. A fila andou, tchau. Assim como Felipe Drugovich, Théo Pourchaire, Nyck de Vries e outros cabras da F-2 que não vingaram por um motivo ou outro — o principal, sempre, porque não são bons o bastante.
Colapinto fechou só para 2026, informa meu amigo argentino sentado aqui do lado, figura simpática de quem tive raiva ontem quando reservou lugar na mesa bem do meu lado, sendo que a sala de imprensa é enorme e está cheia de lugares vagos — há cada vez menos jornalistas e cada vez mais produtores de conteúdo e influencers por aqui, e se repararam tirei as aspas dessas merdas porque não estou mais disposto nem a gastar aspas com esses subempregados que vivem de fazer stories e vídeos do TikTok; uma praga que assola o planeta, essa gentalha (a frase é de Roitman, Odete).
Meu novo amigo argentino informa também que Colapinto só ficou no time porque o Mercado Livre, que na Argentina é Mercado Libre, está pagando a conta. Assim, ignorem as declarações do piloto e do chefe Flavio Briatore (um diz que agradece a confiança, o outro diz que confia muito nele). É tudo cascata. Mais informações sobre Colapinto: torce para o Boca Juniors e tem outros patrocínios locais que não aparecem no carro, mas ajudam a pagar os boletos. É um bom menino, simpático, tem algum carisma, não é ruim como tem sido neste ano, tampouco é bom como os emocionados argentinos acham que é, por conta de uns pontinhos marcados no ano passado pela Williams — oitavo em Baku, décimo em Austin.
Menos uma vaga, pois. Seu companheiro continua sendo Pierre Gasly. A Alpine, no ano que vem, vai usar motores Mercedes. A Renault tira o time de campo na produção de unidades de potência para a F-1, o que é uma verdadeira lástima. Menos mal que ontem lançou oficialmente, na França, o novo Twingo elétrico. Se um dia eu tiver um carro elétrico, vai ser esse. Só preciso escolher a cor. Azul e vermelho já tenho, acho que vou de verde.