SÃO PAULO (melhorem) – Entendo, é marketing. Ou publicidade, como queiram chamar. Então, na semana do GP no Brasil — “no” Brasil e não “do” Brasil, porque agora é GP da Capital Paulista, segundo as mocinhas da rádio; gente, como elas gostam de falar “capital paulista”! — todo mundo tenta tirar uma lasquinha. Todo mundo que pode, claro. Antigamente, qualquer empresa espalhava outdoors, metia um anúncio nos jornais e mesmo na TV usando o nome “Fórmula 1”, ou fazendo referências explícitas à corrida. Lembram desses aqui?
Agora, é preciso algum vínculo formal com a categoria. Ninguém mais fala “Fórmula 1” de graça. Está acontecendo algo parecido no futebol. Já perceberam que a Libertadores agora é “Conmebol Libertadores”? E Copa do Mundo virou “Copa do Mundo da Fifa” etc.? Pois é. Para se associar à categoria, é preciso abrir o bolso.
Neste e em alguns dos próximos posts, sempre em caixinhas coloridíssimas, vou mostrar algumas dessas iniciativas. Muitas são ruins. Outras, bem ruins. Outras tantas, péssimas. Todas que usam a expressão “experiência imersiva” merecerão nosso mais profundo desprezo.
Comecemos com essa bosta aí embaixo.
ROTO & ESFARRAPADO – OK, o Mercado Livre é demais. Sou usuário há anos, desde quando era um site de leilões. Compro tudo nesse negócio, acho o máximo. Melhor que a Amazon. Mas precisavam ter escolhido garotos-propaganda tão… ruins? Neymar não joga. Colapinto não corre. E o comercial, diferentemente daquele que colocaram no ar quando o argentino fechou com a Alpine (ele recebe um capacete em casa, algo assim), é incompreensível. Ruim demais. Péssimo. Um horror. Aliás, Mercado Livre e Shopee disputam quem faz os filmes mais toscos. Acho que é de propósito.
ELE FICA – Apesar de tudo, Colapinto deve ficar na Alpine no ano que vem. Sua campanha nesta temporada é lamentável, mas a equipe é mais ainda. Está num fim de feira triste, querendo ser vendida, uma tristeza só. Em 2026, a boa notícia é que vai usar motores Mercedes. E Franco fica porque nem é tão ruim assim, e a grana que o Mercado Libre coloca na sua carreira é considerável. Sim, Libre. Para quem não sabe, a origem dessa gigante do e-commerce é argentina. Lá, é Libre. Aqui, é Livre. E vamos em frente. Só melhorem esses filmetes. E parem de impulsionar a audiência no YouTube, esses números de visualizações são ridículos.
