Blog do Flavio Gomes
F-1

PINTURA 11: ASTON MARTIN

SÃO PAULO (veremos) – Notaram que a Honda mudou o logotipo? Principalmente aquele H mudou. Está explicado aqui. Eu tinha até separado o novo para mostrar outro dia, mas esqueci. E as letras, também. Mais delgadas e delicadas. Vê-se na tampa do motor do carro da Aston Martin, o último a dar as caras. É […]

SÃO PAULO (veremos) – Notaram que a Honda mudou o logotipo? Principalmente aquele H mudou. Está explicado aqui. Eu tinha até separado o novo para mostrar outro dia, mas esqueci. E as letras, também. Mais delgadas e delicadas. Vê-se na tampa do motor do carro da Aston Martin, o último a dar as caras. É o AMR26.

A festa não foi na sede da equipe, em Silverstone, onde poderiam ter aproveitado para inaugurar túnel de vento, linha de montagem, setor de produção de peças e tapeçaria, escritórios, almoxarifado, cantina e mesa de pebolim. Foram anos de investimento de Lawrence Stroll, dono da equipe e pai de um dos pilotos. Mas, como acontece na McLaren, dono mesmo é algum fundo soberano árabe — no caso da Aston Martin, representado pela Aramco, a petrolífera que empresta seu nome ao time verde. Por isso, a apresentação aconteceu no país da Aramco, a Arábia Saudita.

Há grande curiosidade sobre esse carro. É o primeiro feito de cabo a rabo por Adrian Newey, que deixou a Red Bull em 2024. Segundo ele, a abordagem em seu projeto foi holística. Gosto dessa palavra e como no caso do Pantone para falar de cores, use sempre em conversas de bar. Pega bem. Importante dizer que nenhuma das imagens acima corresponde ao carro real, que vai para a pista depois de amanhã. O da foto posada com todo mundo é apenas um “mockup”, um modelo de exibição. As outras são imagens de computador. Que ninguém se espante se o carro verdadeiro aparecer com uma antena parabólica sobre a entrada de ar, ou três rodas na frente e uma atrás.

A Aston Martin promete lutar por “coisas grandes” a partir do meio do ano. Até lá, terá de se esforçar para que chassi e novo motor se entendam, e para que todos entendam o que Newey inventou nestes quase dois anos de trabalho em Silverstone. Ele disse que escolheu um caminho que “pode dar certo e pode dar errado, também”, que “ninguém tem certeza de qual a filosofia correta das novas regras, nem eu”, e que “foi numa direção específica que pode ser agressiva, mas que pode não parecer tão agressiva assim”. Quando perguntaram se dava para ganhar alguma corrida, respondeu que “é mais fácil aprender japonês em braile do que você decidir se dá ou não”, e concluiu: “Espero que São Jorge me empreste o dragão”.

Nessa hora Lance perguntou a Alonso do que ele estava falando, ao que o espanhol desconversou: “Sei lá, vou colocar um pouco de chantili no meu pedaço de bolo e comer naquela louça fina”.