
SÃO PAULO (e vamos almoçar) – Mas eu falava da chuva, e no fim das contas ela só fez com que quem tinha planejado três paradas fosse para quatro, e aqueles que iriam para dois pit stops tenham feito três. Foi logo no comecinho que todo mundo trocou os intermediários pelos slicks, e aí alguns optaram pelos duros Laranja Cenoura e outros, pelos médios Branco Alvo. Isso aconteceu a partir da sexta volta, quando o asfalto estava seco na maior parte do circuito de Sepang.
E foi nessa primeira janela de paradas que aconteceu o melhor momento da história da F-1. Hamilton parou no box da McLaren! Errou o box, simplesmente. Costume… Mas o pessoal de sua ex-equipe foi rápido. O mecânico do macaco, aquele que levanta o carro pelo bico, saiu da frente, fez um sinal para que ele seguisse adiante e Lewis foi em direção à turma da Mercedes. Foi de morrer de rir. E teve também a batida de Pica e Verme nos pits. Nada sério. Ao contrário, engraçado.
Massa largou mal. Caiu de segundo no grid para sexto na primeira volta. Isso acabou sendo determinante para seu resultado final, um discreto quinto lugar. O carro não rendeu no molhado e aí foi ficando para trás. Webber, que tinha partido muito bem, apareceu na liderança logo depois da primeira bateria de pit stops. E, do povo da frente, foi o único a escolher pneus duros para o primeiro stint de slicks. Vettel, em segundo, mesmo com os médios, não conseguia chegar no Canguru Desolado. Que estava bem na corrida, coitado. Desde o início.
A partir da 20ª volta, mais paradas. Curiosamente, em alguns carros os pneus duros foram mais eficientes que os médios, cuja maior velocidade não compensava seu desgaste muito rápido. Quando Tião Alemão saiu de sua segunda parada, deu um chilique no rádio e mandou tirarem Webber de sua frente. “Estou mais rápido!”, gritou. O time pediu paciência. Mark iria novamente aos boxes na volta 32. Vettel, na 33. Nessa, o alemão perdeu o segundo lugar para Hamilton, que fazia uma corrida honestíssima.
O rubrotaurino acabou passando o mercêdico na 39ª volta. Lewis, então, abriu a quarta janela de paradas na volta 42. Vettel parou na 43. Webber, na 44. Voltaram coladinhos, o australiano ainda na frente, o alemão batendo a cabeça na parede para passar. Foi quando começou a história toda da orientação pelo rádio que, na 46ª volta, foi solenemente ignorada pelo pequeno tedesco. E, um pouco atrás, algo parecido, mas muito mais pacífico, acontecia com Hamilton, o terceiro, e Rosberguinho, o quarto. “Fica aí, Paquita”, disse Ross Brawn. E assim foi até o final.
Grojã foi o sexto, com um sonolento Raikkonen em sétimo, depois de se aborrecer com longas brigas com Pérez, primeiro, e Hülkenberg, depois. O incrível Hulk foi o oitavo, numa boa corrida, com o jovem Chapolim em nono, fazendo seus primeiros pontos para a McLaren. Button, que chegou até a liderar, abandonou depois de uma roda se desprender num pit stop. Verme fechou o grupo dos pontuadores.
Merece uma menção mais do que honrosa Juju Bianchi, que terminou em 13°. A cada dia que passa, mostra que é o prodígio da molecada. A Force India, que prometia tanto, teve um misterioso problema na porca da roda dianteira esquerda dos dois pilotos e ambos abandonaram enquanto o time telefonava a um sacerdote Hare Krishna para tentar entender o que estava acontecendo.
No campeonato, Vettel foi a 40 pontos contra 31 de Kimi, 26 de Webber, 25 de Hamilton, 22 de Massa e 18 de Alonso. Pelo que li não sei onde, é a primeira vez que Felipeta fica à frente de Alonsito na classificação desde que o espanhol chegou à Ferrari. Não conferi a informação. Mas um blogueiro conferiu e me informou que não, que na terceira etapa de 2010 Massa estava na frente. Thanks.
E por hoje deu de F-1. A fome é maior.