
Lembram que eu tinha dito numa corrida dessas que Alonso estava começando a se transformar em favorito ao título?
Pois não acho mais.
Porque no fim das contas, ele sozinho não será capaz de arrancar pontos de Vettel na quantidade necessária. Guiou muito bem hoje de novo, saiu de um sexto lugar bem discreto no grid para o segundo no final, mas adiantou muito? Adiantou apenas para não ficar ainda mais atrás de Tião Alemão na tabela de pontuação do que seria o normal, largando de onde largou. Terminou mais de 14s atrás do rubrotaurino, se esgoelando. E o outro lá coçando o saco e passando Hipoglós, num tédio danado, de tão fácil que foi. A diferença subiu de 29 pontos depois de Mônaco para 36 agora. E poderia ser bem pior não fosse o espanhol quem é.
No fim das contas, foi um dos grandes nomes de uma corrida morna, que teve uma largada morna e um desenvolvimento morno. Sebastian partiu na frente e na frente ficou. Fez duas paradas, a tática padrão para quase todo mundo. Hamilton manteve-se em segundo na maior parte do tempo e só foi ultrapassado a dez voltas do final numa linda manobra do espanhol, por fora, na reta dos boxes. Linda mesmo. Terminou em terceiro, o inglês mercêdico, tendo ainda tentado um troco na Ferrari, sem lograr êxito.
Lograr êxito não é qualquer um que pode usar num texto, não. Respeitem.
As janelas de pit stops aconteceram ali pela volta 15 e lá pela 45. Teve gente que foi de uma parada só, espantoso: Paul di Resta, que largou em 17° e foi bem pacas, terminando em sétimo. A Force India pontuou também com Sutil, em décimo, terminando bem o 100° GP de sua história.
Não foi bem Rosberguinho, o quinto. Ele teve de parar uma vez a mais porque tentou um segundo jogo de supermacios numa estratégia que não logrou êxito.
Outras coisinhas que aconteceram: Maldonado bateu em Sutil e levou um drive-through. Van Der Ley, retardatário retardado, bateu em Webber e tomou um stop & go. Raikkonen se atrasou um pouco num pit stop com uma roda enroscada. E um cara de Vancouver reclamou na lanchonete que seu hot dog tinha pouca mostarda.
Fora esses episódios notáveis, teve também uma boa corrida de Massa, que largou em 16° depois do acidente de ontem, partiu para uma prova de recuperação. Acabou em oitavo, tendo conquistado a posição na última volta numa manobra sobre Kimi na qual logrou êxito. Havia logrado também em outras disputas — menos com Sutil, quando esteve atrás do alemão. Raikkonen igualou o recorde de 24 corridas seguidas nos pontos. Se conseguir mais uma, logrará êxito na busca pela hegemonia em tão distinto quesito.
Vettel levou um susto na volta 52. Talvez desconcentrado, talvez porque estivesse coçando o nariz, talvez porque já pensasse no jantar, talvez porque tenha tenha se distraído mandando um whatsapp, escapou na grama e quase colocou tudo a perder. Mas no esforço para corrigir o erro, logrou êxito. Perdeu 4 segundos no quase sinistro, isso lá é verdade, porém recuperou-os logo.
Fim de papo depois de 70 voltas com os dez primeiros assim: Fêtteu, El Fodón, Comandante Habilton, Canguru com asa quebrada, Rosberguinho, Verme (corridão, desse rapaz), Resta Um, Massa Crado, Grilo Falante e Fútil. Sapattos, que estava em terceiro no grid, terminou em 14°. “Minha corrida foi uma bosttas”, declarou. E a McLaren ficou com os dois carros fora dos pontos. Parece que fazia bastante tempo que isso não acontecia, os dois terminando a prova e fora dos pontos. 65 GPs, disse o cara da TV inglesa. Não fui conferir, depois vejo isso.
Na classificação, Vettel tem 132, contra 96 de Alonso. Seguem-se Raikkonen com 88, Hamilton com 77, Webber com 69, Rosberg com 57 e Massa com 49. Nos construtores, a Red Bull saltou para 201, a Ferrari saltitou para 145, a Mercedes pipocou para 134. Lotus (114), Force India (51) e McLaren (37, um lixo) fecham os primeiros lugares.
Agora, só no dia 30 em Silverstone.