Blog do Flavio Gomes
F-1

SEM SORRISO

SÃO PAULO (calma, garoto) – É triste ver Daniel Ricciardo não mostrar mais sua boca cheia de dentes. Depois de ganhar a vaga de titular da Red Bull no ano passado, engolir Vettel, vencer três corridas, encarar a Mercedes, o australiano mais sorridente do planeta esperava entrar em 2015 como candidato ao título — e […]

semsorriso

SÃO PAULO (calma, garoto) – É triste ver Daniel Ricciardo não mostrar mais sua boca cheia de dentes. Depois de ganhar a vaga de titular da Red Bull no ano passado, engolir Vettel, vencer três corridas, encarar a Mercedes, o australiano mais sorridente do planeta esperava entrar em 2015 como candidato ao título — e por que não?

O que se vê, no entanto, é a Red Bull caminhando para o pior ano de sua história — considerando as expectativas criadas, claro, sem levar em conta o noviciado das primeiras participações. Virou time grande, e é grandeza que se espera de quem ganhou quatro títulos mundiais outro dia.

[bannergoogle] Só que Ricciardo já percebeu que nada vai acontecer em 2015. Há problemas de motor, a relação com a Renault é a pior possível e, pelo jeito, o afastamento gradual de Adrian Newey começa a cobrar seu preço. O chassi também é ruim. E, por isso, o homem do sorrisão deixou de sorrir. Disse que preferiria ganhar um salário muito menor se pudesse voltar a lutar por vitórias.

Mas as perspectivas são as piores possíveis. O domínio da Mercedes, infelizmente para a F-1, parece daqueles que ainda vão durar bastante. E se alguém será capaz de incomodar os alemães num futuro próximo, com a atual configuração técnica esse alguém não será a Red Bull.

É difícil sair do nada e se tornar uma equipe grande. Dificílimo. Leva tempo, custa dinheiro, exige que tudo se encaixe.

Voltar a ser pequena é fácil.