Blog do Flavio Gomes
F-1

SOB O SOL DA RIVIERA (1)

SÃO PAULO (fazia falta) – Depois de um ano ausente, Mônaco voltou. Não dá para ter campeonato de Fórmula 1 sem Mônaco. Respeito quem não gosta (mentira, não respeito). Mas é uma corrida essencial. Feita a declaração de amor ao Principado, vamos à pista. Foi dia de Ferrari, e não se pode negar que ver […]

Leclerc, P1: Ferrari surpreende no primeiro dia em Mônaco

SÃO PAULO (fazia falta) – Depois de um ano ausente, Mônaco voltou. Não dá para ter campeonato de Fórmula 1 sem Mônaco. Respeito quem não gosta (mentira, não respeito). Mas é uma corrida essencial.

Feita a declaração de amor ao Principado, vamos à pista. Foi dia de Ferrari, e não se pode negar que ver Ferrari fazendo 1-2, ainda que num treino livre, é uma enorme surpresa. Só para registrar, a última vez que isso aconteceu foi no Brasil em 2019 com Vettel e Leclerc.

Charlinho fez o melhor tempo do dia em 1min11s684, depois de alguns problemas na primeira sessão. Carlinhos foi o segundo, 0s112 atrás. A diferença sobre Hamilton, o terceiro, foi grande, quando se considera o tempo curtinho de uma volta em Monte Carlo. Isso quer dizer que a Ferrari é favorita à pole e à vitória? Claro que não. Quer dizer apenas que a Ferrari vai andar bem no fim de semana. E “andar bem” significa ficar atrás só de Hamilton e Verstappen. Que seguem sendo os grandes candidatos às glórias monegascas. Isso apesar do pessimismo de Max: “Tem sido nosso pior fim de semana no ano. Não estamos mais lentos. Estamos muito mais lentos”, falou o holandês, cuspindo marimbondos.

A Red Bull, porém, garante que sabe o que deu errado hoje e não vai dar sábado. A ver.

Os tempos da quinta-feira: equipe italiana na frente

O tráfego acabou sendo fator decisivo para explicar a diferença dos dois carros vermelhos sobre os favoritos da temporada. A tendência, sábado, é que as coisas se acomodem com um pouco mais de lógica. Vimos alguns pilotos fazendo voltas interessantes em momentos distintos das duas sessões, como Pérez e Gasly. E outros apanhando um pouco, como a dupla da McLaren — especialmente Ricciardo.

Falando neles, os mclarianos, não posso deixar de mostrar a lindeza dos capacetes de Norris e Ricardão para esta corrida, na qual a equipe adotou a mais bela pintura possível para carros de corrida. Está tudo aí embaixo, carro e capacetes.

Aliás, não são só os pilotos da McLaren que mexeram nos capacetes para o sempre festivo GP de Mônaco — em que pese a desgraça que vivemos no mundo; não sei como ainda não perdemos de vez a capacidade de sorrir. A Williams está comemorando 750 GPs na F-1 e Latifi e Russell prestam suas homenagens ao time que defendem. E Leclerc celebra a memória do monegasco Louis Chiron, que correu na F-1 na década de 50, fez um pódio (terceiro em Mônaco em 1950) e é até hoje o piloto mais velho a disputar um GP na categoria — tinha 58 anos quando se despediu, em 1958.

E tomem mais fotos!

Nenhuma batida muito importante aconteceu durante os treinos de hoje. Apenas Tsunoda e Schumaquinho se atrapalharam com guard-rails e muros, mas nada sério. Vettel ficou em décimo, dando algum sinal de vida. Alonso se colocou num discretíssimo 12º lugar, mas pelo menos ficou à frente de Ocon. Igualmente nada muito significativo, afinal é só uma quinta-feira.

O que está pegando, mesmo, é mais uma treta entre Mercedes e Red Bull envolvendo asas flexíveis desta última. Pebolim Wolff anda resmungando pelos cantos. Christian Horner responde no mesmo tom. Briguinha besta que, por enquanto, não aparenta ter muitas consequências. Mas é sempre bom ficar de olho.

Bottas, quinto colocado: Mercedes começa o fim de semana de forma discreta

Hoje à noite tem live no meu canal do YouTube, o já consolidado “Fórmula Gomes”, para analisar o primeiro dia de treinos em Monte Carlo. Começa às 19h, apareçam lá!