SÃO PAULO (acabou!) – Max Verstappen bateu o recorde de vitórias para uma mesma temporada ao vencer o GP do México no circuito Hermanos Rodriguez. São 14 vitórias em 20 etapas disputadas neste ano. Na carreira, 34. Ele superou as 13 de Schumacher em 2004 e de Vettel em 2013. O pódio teve Lewis Hamilton em segundo e Sergio Pérez em terceiro. Foi uma corrida chata, sem incidentes ou surpresas.
Red Bull e a Ferrari optaram pelos pneus macios na largada, contra os médios da Mercedes. Isso ajudou na largada de Verstappen, que se manteve na ponta, com Hamilton se posicionando em segundo. Pérez vinha em terceiro, seguido por Russell – da turma da frente foi o que mais perdeu, caindo de segundo no grid para quarto. Sainz e Leclerc vinham em quinto e sexto. Teoricamente, táticas diferentes para os ponteiros: os que largaram com macios talvez fizessem duas paradas; os que optaram pelos médios, certamente fariam uma só. Mas a história recente do GP do México mostrava que uma parada seria a estratégia padrão para todos. A escolha dos pneus era mais uma questão de gosto do que qualquer outra coisa.
No começo da prova, a surpresa era o bom ritmo de Hamilton, que não deixava Verstappen escapar e não permita a aproximação de Pérez, mesmo com pneus menos aderentes. As diferenças entre eles oscilavam entre 1s5 e 2s.
O quadro se manteve estável até a volta 24, quando Pérez fez seu pit stop. Um pouco demorado, diga-se. Colocou pneus médios e voltou em sexto. Na 26ª, foi a vez de Verstappen, que fez o mesmo: médios, depois de reclamar por duas voltas que seus pneus macios tinham “morrido”. Voltou em terceiro, 14s atrás de Russell. Hamilton liderava.
Só restavam na pista com macios, no pelotão da frente, os dois pilotos da Ferrari. Mas seu ritmo caía vertiginosamente. Na volta 27, Pérez passou Leclerc com tranquilidade e partiu para cima de Sainz, então em quarto. Charlinho foi para os boxes na volta 29 e também saiu com pneus médios.
Checo, para alegria dos apaixonados torcedores mexicanos, colou em Sainz na mesma hora em que Hamilton fez sua parada, na volta 30. Colocou pneus duros e o recado estava dado: faria apenas um pit stop. A questão era saber se a Red Bull iria para duas.
Pérez nem precisou passar o espanhol da Ferrari, que parou antes de ser superado pelo piloto da casa. Dos líderes, apenas Russell ainda não tinha visitado os boxes. Em primeiro lugar, avisou pelo rádio: “Os pneus ainda estão bons, vamos em frente!”.
Após as paradas, Hamilton se distanciou um pouco de Verstappen e teve de começar a se preocupar com Pérez, que se aproximava. A disputa era pelo terceiro lugar, Lewis com pneus duros, Checo com médios. Jorginho seguia na liderança sem dar sinais de que iria parar. O que só foi fazer na volta 35, voltando em quarto. Como seu companheiro, colocou pneus duros. As posições dos quatro primeiros se mantiveram como estavam antes dos pit stops: Verstappen, Hamilton, Pérez e Russell.
A prova se estabilizou com Verstappen abrindo mais de 10s sobre Hamilton depois de 50 voltas. Lewis, da mesma forma, conseguia se manter na frente de Pérez com alguma segurança. Russell vinha distante em quarto e, mais distantes ainda, apareciam Sainz e Leclerc. Alguma disputa acontecia no fundão, por posições menos relevantes com Ricciardo, Tsunoda, Gasly, Vettel, Zhou… Nada muito importante.
Faltando dez voltas para o final ficou claro que a Red Bull não tinha planos de uma segunda parada, frustrando a Mercedes — que depois da prova admitiu que errou na escolha dos pneus; largar com macios e terminar com médios era uma estratégia bem mais eficiente do que partir com médios e colocar duros para a segunda metade da corrida.
Na volta 65, Fernando Alonso quebrou e um safety-car virtual foi acionado. Mas não mudou nada. Seu carro ficou parado num lugar seguro e foi só o tempo de retirá-lo da área de escape para autorizar a retomada da prova.
Verstappen, Hamilton, Pérez, Russell, Sainz, Leclerc, Ricciardo, Ocon, Norris e Bottas ficaram na zona de pontos. Faltam duas etapas para o fim do campeonato, Brasil e Abu Dhabi. E faltam dois meses para o Brasil se livrar de um encosto que vai voltar para o esgoto.
