
SÃO PAULO (que ódio…) – Revoltante a matéria do meu amigo Douglas Nascimento na “Folha”. Ele conta que a SPTrans, empresa que cuida do transporte público sobre rodas na cidade de São Paulo — mas não tem um ônibus sequer; está tudo privatizado –, quer proibir o rapaz que é dono desse Mercedão aí em cima de usar a pintura da CMTC. A marca pertence à SPTrans, alega a empresa municipal de capital misto. Ocorre que ela, a CMTC, foi extinta em 1995.
O argumento da SPTrans é de que as pessoas, ao virem passar este ônibus na rua, podem se confundir e achar que é um coletivo em atividade.
Primeiro: as pessoas não são burras. Se os “SPTransers” são, problema deles. Segundo: se alguém confundir, e daí? Qual o prejuízo? Esticar o dedo e fazer sinal?
São Paulo é uma cidade administrada por um beócio bolsonarista obscuro e irrelevante, que nada fez de importante para a população da maior metrópole da América do Sul. Aliás, pouca gente sabe seu nome. No tocante ao transporte público (quem sabe ao ler “tocante a” se interessa pelo tema) e à SPTrans, havia um museu maravilhoso dedicado ao assunto ali na avenida Cruzeiro do Sul, perto da Portuguesa. Fechou na pandemia. Não reabriu, porque a gestão municipal, provavelmente, nem sabe de sua existência.
Em resumo, São Paulo é uma merda. Quanto à réplica do busão da CMTC, se é meu não mexo em nada. A SPTrans que se foda.
(Nossa, quanto palavrão! Bem, queridos e queridas… Com certo tipo de gente, só assim funcionam os recados.)