Blog do Flavio Gomes
F-1

MAXLÂNDIA (1)

POÇOS DE CALDAS (paciência!) – Deixa explicar, logo de cara. Estou em Poços de Caldas para o Blue Cloud, encontro de DKWs que acontece uma vez por ano. Quando cai em fim de semana de F-1, me desdobro para fazer tudo: ver treinos e corrida, escrever, fazer vídeo, e cuidar dos meus carros que sempre […]

POÇOS DE CALDAS (paciência!) – Deixa explicar, logo de cara. Estou em Poços de Caldas para o Blue Cloud, encontro de DKWs que acontece uma vez por ano. Quando cai em fim de semana de F-1, me desdobro para fazer tudo: ver treinos e corrida, escrever, fazer vídeo, e cuidar dos meus carros que sempre trago para o evento. Ontem tivemos um problema no meu 67 e não deu para escrever uma linha. Não tem problema, os quatro ou cinco que vêm aqui hão de compreender.

Então, coloquemos as coisas em dia.

Ontem, sexta-feira, na abertura dos treinos para o GP da Holanda, o mais relevante — e triste — foi o acidente de Daniel Ricciardo.

Imagino que a essa altura todos saibam, mas depois de duas corridas pela AlphaTauri o australiano está fora da prova de Zandvoort e também de Monza, no outro domingo. Teve uma fratura na mão esquerda. Pode ser que perca ainda mais etapas.

Tudo aconteceu no segundo treino livre. Oscar Piastri rodou e bateu na curva 3, inclinada e meio cega, e Ricciardo vinha logo atrás. Quando viu o carro da McLaren atravessado à sua frente, jogou o seu no “soft wall” do lado direito. “Era bater nele, ou no muro”, contou depois. Segundo o piloto, não deu tempo de tirar a mão do volante. Aí, quebra mesmo. O impacto é sempre fortíssimo.

Liam Lawson, piloto de testes da holding Red Bull, será seu substituo. Está atualmente disputando a Super Fórmula japonesa. É vice-líder e tem chance de título na rodada dupla de Suzuka que encerra a temporada, no fim de outubro. Neo-zelandês, Lawson tem 21 anos e desde 2019 faz parte da escolinha rubro-taurina. Correu na F-2 em 2021 e 2022. Na primeira temporada, terminou em nono (com uma vitória). Na segunda, foi o terceiro colocado (ganhou quatro corridas), atrás de Drugovich e Pourchaire.

Sua experiência com carros de F-1 se resume a três treinos livres em finais de semana de GP no ano passado, dois com a AlphaTauri e um com a Red Bull. Tem uma boa chance de mostrar serviço, porque Ricciardo não estará recuperado até o GP da Itália. São pelo menos duas corridas. Numa equipe que ainda não sabe com quem vai correr no ano que vem.

O australiano foi ontem mesmo para a Espanha, onde foi operado pelo cirurgião Xavier Mir, famoso por consertar ossos quebrados de pilotos da MotoGP. Seu prazo de recuperação pode chegar a seis semanas.

Quanto aos treinos em si, ontem, nada muito especial. Verstappen foi o melhor na primeira sessão e Norris liderou a segunda. Ambas aconteceram com casa cheia e pista seca — e suja, muito suja da areia da praia. Hoje, sábado, choveu no terceiro treino livre. E a pista estará molhada na classificação.