SÃO PAULO (feriado…) – Está no campo dos boatos, ainda, mas a origem da notícia, se verdadeira, é interessante: um sujeito da Escudería Telmex, que tomou umas tequilas a mais num jantar, deu com a língua dos dentes. A Telmex abriga as operações automobilísticas do bilionário mexicano Carlos Slim, que banca a carreira de Sergio Pérez desde o nascedouro. O borracho teria proclamado para quem quisesse ouvir que Checo teria decidido se aposentar e faria o anúncio no fim de semana do GP do México. Isso porque teria sido informado pela Red Bull, depois do GP do Japão, que seu contrato válido até o fim de 2024 seria encerrado no final desta temporada.
O rumor surgiu a partir de um post no Reddit, um aplicativo/rede social que funciona como agregador de notícias divididas por áreas de interesse. Tão crível quanto qualquer outra coisa, daí o abuso do futuro do pretérito nesta postagem. Reproduzo apenas porque faz algum sentido quando se liga lé com cré. Pérez vem muito mal no campeonato e nas últimas corridas as coisas só pioraram — cinco míseros pontos após o fim da temporada europeia, em Singapura, Japão e Catar. Ao mesmo tempo, surge no horizonte alguém como Liam Lawson, a quem a Red Bull gostaria de oferecer um carrinho, se possível com crachá da empresa.
A AlphaTauri seria um destino óbvio, mas lá, em 2024, estarão Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo — que deve voltar a correr em Austin. Emprestar o neozelandês à Williams, se esta demitir Logan Sargeant, seria uma possibilidade. Mas Christian Horner já falou: “Emprestamos um piloto uma vez e ele nunca mais voltou”, disse dia desses sobre Carlos Sainz.
Uma solução confortabilíssima seria colocar Lawson na AlphaTauri e deslocar Ricciardo para a Red Bull principal. O australiano não tem mais o perfil de quem vá incomodar Max Verstappen com pretensões de ser primeiro piloto, chorando pitangas e guacamoles. Seria eternamente grato por receber um carro competitivo e em troca faria qualquer coisa para seus patrões. Até vender latinhas de energéticos em baladas berlinenses, se lho pedissem. Por outro lado, é um piloto qualificado o bastante para fazer mais do que Pérez faz — ao menos era, antes de entrar em parafuso quando foi para a McLaren.
Pérez acabou de ser pai pela quarta vez. Teria sido outra pista apontada pelo beberrão do jantar da Telmex para justificar uma possível decisão de parar de correr: curtir a família, ter mais tempo para a prole, largar a loucura da F-1.
O mexicano tem 33 anos, 252 GPs nas costas, está em sua 13ª temporada e — aqui não vai condicional alguma — não interessa a nenhuma equipe. Se foi avisado mesmo pela Red Bull de que seu contrato não será cumprido, não acho que tenha de procurar algum outro time para seguir a carreira. Melhor, talvez, seja ir atrás de um advogado.
Vamos aguardar. O GP do México é só no fim do mês. Até lá saberemos se debaixo dessa fumacinha tem alguma brasa.
