Blog do Flavio Gomes
F-1

EN TEJAS (2)

SÃO PAULO (tudo como dantes…) – Sem nenhuma dificuldade, Max Verstappen venceu a Sprint do GP dos EUA em Austin. Colocou mais oito pontos no bolso e recebeu uma plaquinha comemorativa para deixar na estante. Foi a 11ª Sprint da história. Max ganhou seis delas. A F-1 inventou as corridas curtas na temporada de 2021. […]

Verstappen: sexta vitória em Sprints

SÃO PAULO (tudo como dantes…) – Sem nenhuma dificuldade, Max Verstappen venceu a Sprint do GP dos EUA em Austin. Colocou mais oito pontos no bolso e recebeu uma plaquinha comemorativa para deixar na estante. Foi a 11ª Sprint da história. Max ganhou seis delas. A F-1 inventou as corridas curtas na temporada de 2021. Foram três naquele ano, mais três em 2022 e, nesta temporada, serão seis no total. Interlagos fecha a sequência. Os outros vencedores de Sprints, para quem certamente irá perguntar: Valtteri Bottas (duas), George Russell, Sergio Pérez e Oscar Piastri (uma cada).

Hoje, Hamilton foi o segundo e Leclerc, o terceiro. Como se sabe, o que acontece na Sprint fica na Sprint. Diferentemente dos anos anteriores, a corridinha não interfere mais no grid de domingo. Este foi definido ontem, e Leclerc larga na pole amanhã para o GP dos EUA. Verstappen parte em sexto e, mesmo assim, é favoritíssimo à vitória.

Mas vamos contar a história rápida desse, como diz o Fábio Seixas, “Pequeno Prêmio” norte-americano.

Largada em Austin: só Sainz com macios

O grid da provinha texana fora definido algumas horas antes com Verstappen na pole, Leclerc em segundo, Hamilton em terceiro e Norris em quarto. Russell, oitavo, perdeu três posições por ter atrapalhado Leclerc e caiu para 11º. Na largada, o único piloto com pneus macios era Sainz, sexto no grid. Todos os demais escolheram os médios.

Verstappen largou bem, mas foi atacado por Leclerc. Se defendeu, e quem aproveitou a refrega foi Hamilton, que acabou passando o monegasco. A Mercedes, toda espevitada, largou bem também com Russell, que recuperou as três posições que perdera no grid ainda na primeira volta.

Lewis não deixou Max escapar muito, o que não deixou de ser uma surpresa no início da prova. Neste ano, o mais habitual foi ver o holandês desaparecer rapidamente na frente. Com um novo assoalho, já parte dos estudos para o carro do ano que vem, o time alemão deu a sensação de que melhorou bem em Austin.

Sainz: enquanto pneus duraram, foi bem

Vendo Hamilton muito perto pelo espelho, Verstappen entrou no rádio e observou: “Minha dirigibilidade não está lá grandes coisas”. Sim, juro que ele falou “dirigibilidade”. “Talvez você tenha levado uma lufada de vento, Max”, respondeu o engenheiro. Juro que ele falou “lufada”.

Na volta 6, porém, o tricampeão conseguiu abrir mais de 1s sobre o inglês, evitando assim ataques com asa móvel. Aí sim, as coisas voltaram ao normal. Foi embora, desapareceu. Russell, com o outro Mercedão, recebeu um pênalti de 5s por ter passado Piastri pelos jardins de Austin. Verstappen, Hamilton, Leclerc, Sainz, Norris, Pérez, Russell e Gasly eram os oito primeiros. A corrida teria 19 voltas.

Norris passou Sainz na décima volta, quando os pneus macios do espanhol da Ferrari começaram a abrir o bico. Foi para quarto, mas estava muito longe de Leclerc, o terceiro, para almejar uma medalha de honra ao mérito. Pérez passou na volta seguinte, jogando Sainz para sexto.

Albon, nono: mais um pouquinho pegava o ponto de Russell

E nada mais aconteceu. Verstappen recebeu a quadriculada com 9s465 de vantagem para Hamilton. Leclerc, Norris, Pérez, Sainz, Russell e Gasly fecharam a zona de pontuação, que vai até o oitavo na Sprint. Por causa da punição, Jorginho e Pierre trocaram de posição.

Max saiu do carro que nem suado estava. Disse que a prova de amanhã será “divertida”. Para ele, certamente. Para aqueles que serão trucidados mais uma vez, menos. De qualquer forma, ainda temos uma briga pelo vice-campeonato em curso. Pérez chegou a Austin 30 pontos à frente de Hamilton. Com o resultado da Sprint, a diferença caiu para 27. Checo, dizem as línguas ferinas que espalham veneno pelo paddock, foi intimado pela Red Bull a ficar pelo menos em segundo no Mundial. Caso contrário, terá de pedir o seguro-desemprego no final do ano.

Final em Austin: só um abandono, de Stroll