Blog do Flavio Gomes
F-1

IMOLINHAS (1)

SÃO PAULO (gostamos) – Finalmente uma novidade. Abro o resumão de hoje com os tempos, em vez de uma foto linda, porque é nessa tabela que está a chave para o GP da Emilia-Romagna em Ímola. A Red Bull foi mal! E muito mal. Verstappen em sétimo a mais de meio segundo de Leclerc é […]

Tempos em Ímola: finalmente Red Bull mal!

SÃO PAULO (gostamos) – Finalmente uma novidade. Abro o resumão de hoje com os tempos, em vez de uma foto linda, porque é nessa tabela que está a chave para o GP da Emilia-Romagna em Ímola. A Red Bull foi mal! E muito mal. Verstappen em sétimo a mais de meio segundo de Leclerc é coisa demais. Há explicações? Várias.

A começar pela Ferrari. O pacotão aerodinâmico que a equipe inaugura na Itália funcionou. Verdade que Sainz ficou longe de Charlinho, mas a referência tem de ser o mais rápido, não o mais lento. E deu Leclerc nas duas sessões livres — este fim de semana não tem Sprint, é treino para valer, andar o máximo possível, avaliar tudo que der.

Muita gente está com novidades em Ímola, e Ferrari e Mercedes foram as que saíram mais otimistas depois de duas horas de prática, testando tudo que foi trazido para a abertura da temporada europeia de 2024. A Red Bull também atualizou o carro, mas Verstappen odiou tudo. Não conseguiu encaixar uma volta boa, falou que o carro dança para todos os lados e está muito fácil cometer erros. E ele cometeu vários, passeando na brita mais de uma vez. Resumo de seu dia, em suas palavras: “Temos de trabalhar muito se quisermos ser competitivos aqui”.

O que fez a Red Bull andar mal? Talvez as características de Ímola, um circuito muito ondulado que exige que os carros fiquem um pouco mais altos em relação ao solo. O RB20 parece sofrer mais que os outros nessa situação. E ainda tem o vento forte, de rajadas, que atrapalha. Mas o vento está lá para todo mundo, alguém há de argumentar, com razão. Só que carros mais sofisticados em termos aerodinâmicos acabam sendo mais afetados.

Sainz: não tão bem quanto Leclerc, mas otimista com a “nova” Ferrari

O tempo de Leclerc na segunda sessão foi de 1min15s906. O monegasco foi o único a andar abaixo de 1min16s, deixando o segundo colocado, Piastri, a 0s192 de distância. É bastante, por se tratar de uma pista com voltas curtas no cronômetro.

Surpresa do dia foi Tsunoda em terceiro. A cada corrida o japonês da Vai Querer Sua Via? reforça a impressão de que seu futuro está garantido na categoria, seja onde está, seja na Aston Martin no futuro, com o apoio da Honda. Outro que andou direitinho foi Oliver Bearman com a Haas, no primeiro treino livre. Está sendo preparado para assumir um carro da equipe no ano que vem, com o apoio da Ferrari, dona de seu passe.

A Mercedes foi bem com Hamilton e Russell em quarto e quinto. Lewis elogiou o carro, falou em “direção certa” nas atualizações e sonha com pódio. Algo que está distante da Aston Martin, porém. Alonso disse que ainda tem de avaliar direito as modificações feitas nos carros verdes, mas descartou brigar lá na frente.

A classificação amanhã é muito importante, porque Ímola não é um circuito de ultrapassagens fáceis. A torcida da Ferrari, depois do resultado de hoje, estará em peso nas arquibancadas do velho autódromo empurrando seus pilotos, festejando Hamilton — que estará de vermelho no ano que vem — e zicando Verstappen.

Vamos ver se o holandês será capaz de tirar algum coelho da cartola. Mas ainda que a Red Bull não faça a pole e ande mal no fim de semana, cuidado antes de decretar a decadência da equipe. É apenas a sétima etapa do Mundial. Max ganhou quatro das seis disputadas. Ano passado, foi mal em Singapura. No resto, foi bem em todas. E não teve GP da Emilia-Romagna. O time tem uma cota de pistas onde não será dominante neste ano, é normal. E são poucas. Pode ser que Ímola seja uma delas.