
SÃO PAULO (carro que é bom…) – Quem vir a Ferrari e seus pilotos neste fim de semana em Monza deve se preparar para o predomínio do preto nos uniformes, capacetes, óculos de sol, sapatilhas e números dos carros. Por alguma razão insondável, a equipe italiana, no GP de sua casa, decidiu fazer uma homenagem à… fibra de carbono!
Bom, pelo menos o setor de imprensa do time de Maranello mandou um bom press-release com informações sobre o uso do material na F-1 e na indústria automobilística. Pelo texto, fiquei sabendo que…
…a fibra de carbono foi usada pela primeira vez nos EUA em 1958 e desenvolvida nos anos seguintes principalmente no Japão e na Inglaterra. John Barnard foi quem introduziu o material na categoria no início dos anos 80.
…em 1982, a Ferrari começou a suar fibra de carbono para reforçar o chassi de alumínio de seu modelo 126 C2 e para a produção de asas. No meio da temporada seguinte, o 126 C3 foi o primeiro carro da Ferrari a ter um monocoque feito com o material. Estreou em Silverstone com Patrick Tambay, que terminou aquela corrida em terceiro. A primeira vitória veio na Alemanha com René Arnoux.
…muito rapidamente várias peças dos carros de F-1 começaram a ser feitas em fibra de carbono, como carroceria, discos de freio, estruturas de proteção no bico, nas laterais e na traseira dos carros, entradas de ar, peças do motor, braços de suspensão, pedaleiras, coluna de direção, banco do piloto e carcaça da caixa de câmbio. Resumindo, quase tudo.
Foi o que aprendi.