Blog do Flavio Gomes
F-1

A VOLTA DA TOYOTA

SÃO PAULO (é preciso estar atento) – A Toyota está voltando. Ontem a divisão de corridas da fábrica japonesa, Toyota Gazoo Racing, anunciou que está se associando à Haas na F-1. A equipe americana continuará usando motores Ferrari pelo menos até 2028, mas seu carro deixará em breve de ser feito pela italiana Dallara. Em algum […]

SÃO PAULO (é preciso estar atento) – A Toyota está voltando. Ontem a divisão de corridas da fábrica japonesa, Toyota Gazoo Racing, anunciou que está se associando à Haas na F-1. A equipe americana continuará usando motores Ferrari pelo menos até 2028, mas seu carro deixará em breve de ser feito pela italiana Dallara. Em algum momento, projeto, construção e desenvolvimento ficarão a cargo da Toyota a partir de sua base em Colônia, na Alemanha.

Pentacampeã do WEC, vitoriosa no Mundial de Rali e fortíssima no automobilismo japonês, a Toyota esteve na F-1 com equipe própria entre 2002 e 2009. Gastou os tubos, mais do que qualquer outro time à época, mas os resultados não foram grande coisa: 139 GPs, três poles (EUA/2005 com Jarno Trulli, Japão/2005 com Ralf Schumacher e Bahrein/2009 com Trulli de novo) e 13 pódios (sete com Trulli, três com Ralf e três com Timo Glock). Nenhuma vitória. Melhor posição no Mundial de Construtores, um quarto lugar em 2005.

Dois brasileiros correram pelo time nipônico: Cristiano da Matta e Ricardo Zonta. O primeiro foi levado para a F-1 depois de conquistar o título da Indy com a Newman-Haas em 2002. Os motores eram Toyota. Disputou a temporada toda de 2003 e parte da de 2004. Foi demitido depois do GP da Alemanha. Em 28 GPs, três sextos lugares foram o máximo que conseguiu. Zonta assumiu o carro nas últimas cinco provas daquele ano e não fez nada.

A marca japonesa já estará nos carros da Haas a partir do próximo GP, nos EUA. “Gazoo”, para quem estranha o nome, deriva de “gazo” em japonês, que quer dizer foto ou imagem. Nos primórdios da internet, uma rede interna da Toyota com esse nome era usada pelos engenheiros da marca para compartilhar fotos de carros de corrida. Quando a nova divisão de competições foi criada em 2015, a palavra foi resgatada. Essa história está contada aqui.

O movimento da Toyota em direção à Haas está sendo interpretado por alguns como uma reaproximação da fábrica com a F-1. Que ninguém se espante se, num futuro próximo, a equipe for comprada pelos japoneses.

É o que eu acho que vai acabar acontecendo.

Este texto foi publicado originalmente ontem na minha newsletter, que tem como tema principal a decisão da Renault de parar de fazer motores para a F-1. Para ler (E ASSINAR!), cliquem aqui.