Blog do Flavio Gomes
F-1

ERRAMOS

SÃO PAULO (que vergonha…) – Graças ao grande Roberto Zullino vai dar para corrigir informação errada publicada no “Sobre ontem…” de Melbourne. Falávamos das melhores estreias da F-1, estimulados pelo excepcional quarto lugar de Kimi Antonelli com a Mercedes. Exaltamos Jacques Villeneuve e Kevin Magnussen, que debutaram com segundas colocações, respectivamente, em 1996 e 2014. […]

Baghetti em Reims, 1961: vitória na estreia

SÃO PAULO (que vergonha…) – Graças ao grande Roberto Zullino vai dar para corrigir informação errada publicada no “Sobre ontem…” de Melbourne. Falávamos das melhores estreias da F-1, estimulados pelo excepcional quarto lugar de Kimi Antonelli com a Mercedes. Exaltamos Jacques Villeneuve e Kevin Magnussen, que debutaram com segundas colocações, respectivamente, em 1996 e 2014. O canadense, pela então fortíssima Williams. O dinamarquês, na McLaren. Jovenzinho, Kevin terminou o GP da Austrália em terceiro, mas herdou o segundo lugar de Daniel Ricciardo, da Red Bull, desclassificado.

Também louvamos Lewis Hamilton, terceiro em seu primeiro GP, pela McLaren, em 2007. E, atentos, fizemos duas ressalvas: não entravam na conta o vencedor da primeira corrida da história da F-1 (Giuseppe Farina, da Alfa Romeo), por óbvio, já que eram todos estreantes, nem a turma que corria só as 500 Milhas de Indianápolis, prova que fez parte do calendário entre 1950 e 1960, mas só tinha americanos correndo. Para registro, o ganhador em Indy em 1950, portanto na “estreia” na F-1, foi Johnnie Parsons.

O problema é que, como me avisou Zullino, esquecemos (esqueci) de um cara chamado Giancarlo Baghetti. Italiano, venceu seu primeiro GP, na França, em 1961. Indicado à Ferrari pela federação italiana, ganhou algumas provas extracampeonato e acabou sendo escolhido pela marca para ser um de seus pilotos oficiais em Reims, quarta etapa daquela temporada. Os outros três não eram pouca coisa, não: Richie Ginther, Phil Hill e Wolfgang Von Trips. Baghetti, que tinha 27 anos, ganhou a corrida com uma vantagem de apenas 0s1 para Dan Gurney, da Porsche. Foi uma das chegadas mais apertadas da história da categoria.

Apesar da estreia mais do que promissora, Baghetti não vingou, porém. Nunca mais subiu ao pódio. Naquele ano, 1961, disputou mais dois GPs pela Ferrari. Nunca foi efetivado por Maranello. Correu mais quatro provas de vermelho em 1962 e se aventurou numa certa A.T.S. italiana (não era a mesma dos anos 80) no ano seguinte. Depois fez algumas corridas de BRM em 1964 e, de 1965 a 1967, apareceu só nos GPs da Itália. Fez um de Brabham, voltou a sentar numa Ferrari em 1966 (curiosidade: nessa, usou o número 44, o mesmo de Hamilton) e se despediu da F-1 um ano depois com uma Lotus. Tudo em Monza.

Baghetti disputou no total 21 GPs. Morreu em 1995, aos 60 anos.